Depois de trocarem farpas durante a campanha eleitoral realizada em Foz do Iguaçu, o atual prefeito Harry Daijó (PPB) e o prefeito eleito Sâmis da Silva (PMDB) consideraram o primeiro encontro como ‘‘agradável e proveitoso.’’ O encontro aconteceu anteontem, na prefeitura.
Apesar de discutirem os atuais projetos em andamento no município, não foram citados temas polêmicos exibidos exaustivamente no horário gratuito, como a atual terceirização da merenda escolar, formas de cobrança de IPTU (tidas pelo prefeito eleito como ‘‘terrorismo fiscal’’ por parte da administração pública) e locação de carros (Sâmis prefere que a prefeitura tenha veículos próprios).
Depois de conhecerem o futuro gabinete, Sâmis e o vice-prefeito Cláudio Rorato (PMDB) falaram com Daijó sobre o projeto de modernização dos serviços públicos, que deve interligar a prefeitura com departamentos e postos de sa©úde.
O programa de informatização está orçado em R$ 2 milhões – recursos obtidos no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – e tem a aprovação do prefeito eleito. ‘‘É muito importante este entrosamento para não haver interrupção de bons projetos’’, disse Daijó.
Após trocarem apertos de mão e observarem a vista da cidade da sacada do gabinete (localizado na cobertura de um prédio de 14 andares no centro), os três se despediram sem falar, pelo menos publicamente, da atual dívida pública, estimada em R$ 40 milhões.
‘‘Nós vamos falar sobre isso, mas em outra oportunidade. Por enquanto fica registrado a importância desta atitude do prefeito em nos receber para tratar da transição administrativa’’, comentou Sâmis.

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