Samek irá coordenar campanha do presidente Lula no Paraná
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domingo, 09 de julho de 2006
Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Confirmando as especulações que corriam há meses nos bastidores, o presidente brasileiro da Usina de Itaipu Binacional, Jorge Samek, foi escolhido para coordenar no Paraná a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela reeleição. Samek deve se licenciar em breve do cargo onde está desde 2003, por escolha do próprio Lula.
Ontem mesmo Samek tinha agenda em Brasília, com Lula. Em entrevista à Folha, Samek disse que está analisando a situação, pois ele não pode acumular a coordenação da campanha com a direção de Itaipu. Vou analisar e conversar com o presidente, pois não posso acumular as duas funções e temos uma série de projetos importantes na usina, afirmou.
Regionalmente, a escolha de Samek para coordenar a campanha de Lula está sendo colocada pelo PT como um fortalecimento do partido local e por conseqüência da candidatura ao governo do senador Flávio Arns (PT), em detrimento do governador Roberto Requião (PMDB) que em 2002 se elegeu com o apoio de Lula.
A candidata ao Senado pelo PT paranaense, Gleisi Hofmann, que já ocupou uma diretoria em Itaipu, comemorou a escolha de Samek para a função. Ele é a pessoa com o perfil correto, ideal. Tem bom trânsito em todos os setores e junto ao presidente, comentou Gleisi.
A cúpula do PT estadual passou a manhã de ontem reunida num hotel em Curitiba para traçar as estratégias da campanha de Flávio Arns, que tem como vice o ex-prefeito de Guarapuava Victor Hugo Burko. O PT encabeça a coligação Paraná Unido, que inclui PL, PC do B, PRB, PHS e PAN.
A coordenação operacional e logística da campanha de Arns ficou nas mãos do sindicalista Roberto von der Osten. Já a coordenação política tem diversos integrantes, entre eles o prefeito de Londrina, Nedson Micheleti.
Os petistas do Estado decidiram que a agenda de campanha de julho será dedicada à consolidação dos apoios. De acordo com Arns, ele, Burko e Gleisi vão visitar todas as regiões do Estado. O ministro Paulo Bernardo participou do encontro e explicou que a idéia é fazer reuniões com prefeitos independente do partido deles , câmaras municipais, sindicatos, entidades do terceito setor, empresários, levando a campanha para fora dos limites do partido.
A partir de agosto, a campanha de rua será reforçada, até porque começa o horário eleitoral gratuito em rádio e TV. Segundo Bernardo, os programas sociais de Lula estarão entre os pilares da campanha. O ministro citou a pesquisa Datafolha, divulgada ontem. A pesquisa revela que, no governo Lula, o incremento de renda nas camadas mais pobres da população fez com que seis milhões de eleitores evoluísse, em sua maioria, da classe D/E para a classe C. Vamos falar bastante também da política econômica, disse Bernardo.


