Salomão rebate críticas de Osmar Dias
Salomão rebate críticas de Osmar Dias
Secretário do Planejamento condena parecer do Senado que aponta dificuldades financeiras do Paraná
José Fernando da Silva
Arquivo FolhaBateu, levouMiguel Salomão: secretário afirma que parecer apresentado por Osmar Dias está cheio de equívocosEm nota divulgada ontem pelo Palácio do Iguaçu, o secretário do Planejamento, Miguel Salomão afirma que o parecer elaborado pelo técnico do Senado André Eduardo da S. Fernandes, a pedido do senador Osmar Dias (PSDB), está repleto de equívocos. O parecer obtido por Dias foi feito sobre as receitas e despesas do Estado nos anos de 1994 a 1997.
Sobre o déficit contábil de R$ 788,5 milhões em 1997, o secretário informou que R$ 456 milhões se referem a precatórios judiciais oriundos de ações impetradas contra governos passados para a cobrança de compromissos deixados por aqueles governos. Os restantes R$ 333,5 milhões referem-se a valores apenas empenhados e ainda não prontos para pagamento no final de 1997, quando o saldo de caixa, segundo o Balanço Financeiro, era de R$ 275 milhões.
Na verdade, esclarece o secretário, o parecer equivocado utilizou uma metodologia para o cálculo do déficit que a própria Secretaria do Tesouro Nacional não usa mais, e que considerava como despesas, gastos não realizados, como os dos precatórios, por exemplo.
Outro grave equívoco do parecer, segundo o secretário, foi considerar o pagamento de juros e amortizações como prova de agravamento da dívida. Ora, o atual governo pagou, nos anos de 1995 a 1997, R$ 559 milhões de juros e amortizações de dívidas contraídas por governos passados, dos quais 167 milhões referem-se a letras financeiras emitidas no governo Álvaro Dias, reduzindo, portanto, o saldo das dívidas antigas. Demonstrou-se assim, capacidade de pagamento com recursos próprios, afirma o secretário.
Devido ao bloqueio de alguns projetos do Paraná no Senado, Salomão disse que o Estado só recentemente pôde assinar financiamentos com organismos financeiros internacionais.
Osmar Dias declarou à Folha que o Paraná está gastando 72,45% de sua receita para cobrir a folha de pagamento de seus funcionários. Segundo Salomão, as certidões disponíveis, já em poder do Banco Central, atestam ter sido esse percentual da ordem de 72,97% em 1995 e de 76,66% em 1996. Ainda não temos a certidão de 97, mas se o senador Osmar Dias admite que o percentual caiu para 72,45%, ótimo. É sinal que estamos caminhando para cumprir o enquadramento na Lei Camata, o que ocorrerá aceleradamente com a criação do Fundo de Previdência do Estado, disse Salomão.





