Saldo da CPI das Drogas é de 12 prisões
A CPI do Narcotráfico, uma das cinco instaladas na Assembléia Legislativa, mandou prender 12 pessoas em oito meses de investigação, segundo seu presidente, deputado Algaci Túlio (PTB). Entre as prisões mais significativas estão as dos traficantes Hissan Hussein Dehaine e José Maria Menezes Montalvão.
A última atividade da CPI, no início da semana passada, foi o reconhecimento, por Montalvão, do ex-secretário da Fazenda de Maringá, Luis Antônio Paolicchi, através de fotografias. O ex-secretário, que está preso desde o dia 8, responde na Justiça pelo desvio de pelo menos R$ 3,1 milhões da Prefeitura de Maringá. Segundo integrantes da CPI, Paolicchi também teria ligações com o crime organizado.
O relator da CPI, deputado Ricardo Chab (PTB), avisou que o relatório sai até março de 2001. Ele disse que terá que cruzar dados com a CPI Nacional do Narcotráfico antes de entregar o documento final. Cerca de 300 nomes foram citados nas investigações. Os deputados integrantes da comissão ouviram o depoimento de aproximadamente 100 testemunhas.
A comissão investigou principalmente o tráfico de drogas no Estado. Chegou a visitar alguns municípios do interior como Foz do Iguaçu e Maringá. Mas os deputados da CPI enveredaram também pelos caminhos do crime organizado e apuraram o desmanche de veículos roubados, crianças desaparecidas, contrabando de armas, lavagem de dinheiro, suposta comercialização de partes de cadáveres entre universidades e até facilitação de fuga em delegacias. A CPI contou com o apoio técnico da Polícia Militar e da Promotoria de Investigações Criminais (PIC).
Outra CPI, a do Roubo de Cargas, constatou ao longo das investigações que Curitiba e os municípios da região metropolitana formam um grande centro de receptação. A afirmação é do presidente da comissão, César Seleme (PPB). Segundo ele, a maior conquista da CPI foi ter desvendado como atuam as quadrilhas de roubo de cargas no Estado. Seleme disse que essas informações não podem ser repassadas para não comprometer a ação da polícia.
Para diminuir o roubo de cargas no Paraná, o deputado destaca alguns projetos da CPI que já passaram pelo plenário da Assembléia e aguardam sanção do governador Jaime Lerner (PFL). Entre as propostas estão a criação de um centro de apoio ao caminhoneiro, através de acordo com as concessionárias e Polícia Rodoviária; a implantação de um centro de informações junto à Secretaria de Segurança Pública para interligar as delegacias; e a criação de uma delegacia específica para o roubo de cargas.
Seleme destacou a necessidade de agilidade na comunicação, por parte de todas as delegacias paranaenses, dos furtos e desvios de cargas. A Polícia Civil atendeu solicitação da comissão parlamentar e se prontificou a comunicar imediatamente casos de furto, roubo, desvio de cargas. A exemplo da CPI do Narcotráfico, o relatório da CPI do Roubo de Cargas deve sair em março.





