O prefeito de Cascavel, Salazar Barreiros (PPB), reassumiu o cargo ontem, depois de um mês em férias, período no qual foi substituído pelo vice-prefeito Salazar Barreiros. Salazar manifestou grande preocupação com efeitos que possam decorrer ‘‘da instabilidade econômica nacional’’, atingindo as administrações municipais. Ele anunciou medidas para otimizar a arrecadação, embora frisasse que as finanças do Município ‘‘estão em ponto de equilíbrio’’.
O ano de 1998 foi fechado com uma arrecadação própria de R$ 34,7 milhões, contra R$ 23 milhões no ano anterior, e as transferências do Estado e União subiram de R$ 34 milhões para R$ 40,3 milhões. No conjunto, os R$ 75 milhões arrecadados representaram crescimento de 31%, e, descontadas as despesas, o superávit foi de R$ 2,8 milhões. No entanto, o Município teve que amortizar resíduos de dívidas da administração anterior, que somavam R$ 16,5 milhões.
Salazar anunciou a criação do Grupo Especial de Recuperação Crédito, formado pelos principais assessores, que definirá ações para a cobrança de débitos de contribuintes. Ao mesmo tempo, assegurou que não haverá qualquer anistia de débitos até o final de sua administração, ‘‘porque não vamos premiar maus pagadores’’. Paralelamente, O Instituto de Previdência do Município deixará de atuar na área médica, para constituir-se em ‘‘um fundo previdenciário de fato, sob pena de inviabilizar-se’’.
O prefeito também anunciou que a Companhia de Habitação de Cascavel iniciará um programa de moradias populares. Ele estima serem necessárias cerca de quinhentas casas apenas atender famílias que hoje estão em barracos nas favelas, que, segundo estimou, devem estar erradicadas até o final de seu mandato.

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