Salazar Barreiros inicia gestão acertando contas
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quinta-feira, 27 de março de 1997
Paulo Pegoraro Sucursal de Cascavel 
Arquivo FolhaPondo nos trilhosSalazar Barreiros: três primeiros meses dedicados exclusivamente a fazer a máquina andarServidores há vários meses sem salários (folha mensal de R$ 1,6 milhão); quadro de pessoal inchado (3,3 mil); parque de máquinas praticamente desativado e todas as demais estruturas emperradas. Era o perfil da Prefeitura de Cascavel no início do ano, traçado pelo prefeito Salazar Barreiros (PPB). Até aqui, procuramos fazer a máquina se mover, afirma. Os salários atrasados foram pagos de uma só vez, em janeiro, com R$ 4,5 milhões de empréstimo bancário. Fevereiro saiu em dia e março foi pago quarta-feira, antes mesmo do prazo fixado.
As reclamações e a desmotivação do funcionalismo estão sepultadas, esperamos, afirma o prefeito. Ao mesmo tempo, começou um programa de Qualidade Total, em todos os departamentos da prefeitura. Cumprimos nossa parte e os servidores têm que fazer a sua, para melhorar os serviços oferecidos à população, diz Salazar. Segundo ele, quem paga em dia e respeita os direitos dos funcionários tem moral para exigir.
A recuperação de veículos pesados, por outro lado, permitem a melhorias das condições das estradas do interior, para o escoamento da safra e para facilitar o transporte escolar. Na zona urbana, um mutirão de limpeza começou a trabalhar a partir dos bairros.
Vamos agora para outras frentes, afirma o prefeito, apontando como prioridade a área de saúde, inclusive com a proposta de produção de medicamentos básicos para os postos de Saúde, através do Parque Agrotecnológico Industrial. Entre as propostas de mais destaque, estão os projetos Cingapura e Leve Leite, que ele quer copiar da administração de Paulo Maluf (PPB) na Prefeitura de São Paulo. Constam entre os projetos a construção de um aeroporto de grande porte, como alternativa ao de Foz do Iguaçu, uma cooperativa de crédito com dinheiro renovado por fundo rotativo, para viabilizar pequenos empreendimentos (indústrias de fundo-de-quintal), o Parada Obrigatória, para tentar reter uma parte do fluxo turístico endereçado a Foz do Iguaçu, e ações para atrair investimentos no âmbito do Mercado Comum do Sul (Mercosul).
Salazar Barreiros dispõe mensalmente, por enquanto, de apenas R$ 500 mil para aplicação livre, pois o restante, de uma arrecadação de R$ 3,6 milhões, está comprometido - durante seis meses, tem que pagar o empréstimo que utilizou para regularizar os salários. Ajuda de fora ele não espera: É perda de tempo esperar socorro do Estado ou da União. Temos que otimizar os recursos próprios que podemos gerar.


