Curitiba - Deve começar a tramitar na Assembléia Legislativa na semana que vem o projeto de lei para elevar o salários dos 26 secretários de Estado de R$ 5,9 mil para R$ 11 mil brutos. Atualmente, líquido, cada secretário recebe cerca de R$ 4,5 mil. Nos bastidores, eles reclamam do contracheque por considerar a remuneração baixa para a responsabilidade e preparo que o cargo exige.
A iniciativa de aumentar os salários foi encampada pela bancada do PMDB, segundo o líder do governo, Angelo Vanhoni (PT). O próprio governador Roberto Requião (PMDB) defendeu, recentemente, o aumento para o primeiro escalão. O primeiro-secretário da Assembléia Legislativa, Nereu Mora (PMDB), foi um dos que se manifestou favorável ao aumento no salários dos secretários.
Os secretários de Estado ganham bem menos que um deputado estadual. Os deputados têm salário bruto mensal de R$ 9,5 mil. Cada um dos 54 parlamentares recebe ainda R$ 30 mil para verba de assessoria e outros R$ 20 mil para ressarcimento das despesas de gabinete. O salário dos secretários de Estado é menor também que o de presidentes das empresas de economia mista no Estado, que recebem cerca de R$ 15 mil.
De acordo com Angelo Vanhoni, o projeto ainda não foi protocolado. Os deputados vão avaliar ainda se a competência para fixar o aumento é mesmo da Assembléia ou se caberia ao Executivo efetuar o aumento. A discussão deve esquentar na próxima semana.

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