Curitiba - Foi na última sessão do ano, em 15 de dezembro, que os deputados estaduais votaram dois dos projetos que mais causaram polêmica em 2006. O primeiro reajustou o salário dos parlamentares. A Assembléia fixou os salários dos deputados estaduais em 75% do que recebe um deputado federal. Para Hermas Brandão, a decisão não traz prejuízos à imagem do Legislativo paranaense. ''Há mais de 50 anos os salários são fixados em 75% do que ganha um deputado federal. Poderíamos até fixar em menos do que isso, mas é assim que vem sendo feito e isso não mancha a imagem da Assembléia'', avalia o presidente da Casa.
Outro projeto polêmico, aprovado na mesma sessão, criou um Fundo de Aposentadoria Complementar para os deputados. O fundo dá direito a uma aposentadoria para os parlamentares que contribuírem com quotas mensais dos seus salários, deduzidos na folha de pagamento. Terão direito a receber o benefício os deputados que tiverem 60 anos completos, tenham contribuído com a Previdência Social (INSS) por 35 anos e que tenham completado, ao menos, cinco mandatos eletivos (seja para vereador, prefeito ou deputado estadual). A maior parte dos recursos alocados para o fundo, no entanto, sairão do Tesouro estadual.
O presidente da Assembléia considerou 2006 um ano tranquilo. ''Votamos matérias que tinham que ser votadas e aprovamos mais de 500 projetos de interesse para a sociedade paranaense'', diz Hermas Brandão. O maior desgaste, segundo ele, ocorreu por causa da CPI dos Grampos. ''Não havia a necessidade de se fazer esta CPI, já que o Ministério Público estava muito mais avançado nas investigações. Foi desgastente, mas é um tema que pode retornar à Assembléia em 2007'', justifica. (R.L.)

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