Salário de secretários fica para 2004
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2003
Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O último dia de sessões na Assembléia Legislativa foi marcado pela desistência, temporária, do governo Roberto Requião (PMDB) em votar o projeto que dobraria o salário dos secretários de Estado, que recebem hoje cerca de R$ 6 mil. O secretário-chefe da Casa Civil, Caíto Quintana, esteve na Assembléia e disse que o aumento será feito ''no momento oportuno''. ''Não queremos que isso vire demonstração de força do governo'', declarou Quintana.
Conforme os comentários que corriam no plenário, porém, a explicação para o recuo era outra. O PT decidiu votar contra o projeto, apresentado pelo líder do PMDB, Antonio Anibelli. O PPS e o PL poderiam fazer o mesmo, e assim o projeto corria o risco de ser derrubado. O governo preferiu evitar o risco, além de evitar o desgaste que viria se os deputados engordassem o contracheque dos secretários e deixassem os professores sem o plano de cargos e salários, que também não foi votado (leia mais nesta página).
O aumento dos secretários de Estado deve ser votado no ano que vem, assim como o plano de carreira dos professores. O presidente da Assembléia, Hermas Brandão (PSDB), descartou a possibilidade de convocação extraordinária, pela qual a Casa teria que pagar jetons aos parlamentares, equivalentes a dois salários mensais, ou seja, R$ 19 mil pela convocação e desconvocação. ''Não vamos convocar de jeito nenhum'', disse Brandão.
Caíto Quintana adiantou que o Palácio Iguaçu também não pretende pedir convocação em período extraordinário. Se o governo convoca os deputados tem que arcar com os custos. Isso significaria desembolsar cerca de R$ 1 milhão dos cofres públicos por causa de uma convocação extraordinária.


