Seoul, Coreia do Sul - Em visita à Coreia do Sul, a presidente eleita Dilma Rousseff disse que, se não houver aumento salarial no Executivo, ‘‘não vamos ter ministros no Brasil’’.
  A futura presidente se recusou, no entanto, a falar sobre eventuais reajustes nas remunerações dos integrantes do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF).
  ‘‘Nessa história [aumento do salário do Legislativo vinculado a um aumento para o presidente], eu sou a última a saber’’, afirmou Dilma.
  ‘‘Agora, de fato alguma coisa vai ter de ser feita em relação ao salário dos ministros. Porque, caso contrário, nós não vamos ter ministros no Brasil. É muito defasado em relação ao mercado’’, disse, em rápida entrevista a jornalistas brasileiros no saguão do hotel onde está hospedada para participar da cúpula do G20.
  Os congressistas pretendem vincular o aumento de seu próprio salário ao de Dilma e dos ministros.
  Os parlamentares argumentam que estão há cerca de três anos com o mesmo salário. O salário do presidente está em R$ 11.420,21. Deputados e senadores ganham R$ 16.512,09, mais benefícios. Já os ministros recebem R$ 10.748,43.
Mantega
  Dilma, que fez a viagem de 25 horas a Seul ao lado do ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que não discutiu sobre a permanência dele em sua equipe no próximo governo.
  ‘‘Não tratamos disso não. Nem tinha sentido tratar dessa questão.’’ A presidente eleita também afirmou que ainda não chegou a hora de anunciar seu ministério. ‘‘Quando for anunciar, vou anunciar direitinho, não vou especular.’’

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