Saiu do STJ o equilíbrio que se espera do STF
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 23 de outubro de 2018
Cláudio Humberto 
Brasília, terça-feira, 23 de outubro de 2018
CLÁUDIO HUMBERTO
"De fato, não temos"
Rosa Weber, presidente do TSE, admite que não tem "solução pronta" para fake news
Saiu do STJ o equilíbrio que se espera do STF
Com o bom senso de férias no Supremo Tribunal Federal (STF) e os ministros oscilando entre o corporativismo e os holofotes, salvou a imagem de um Judiciário equilibrado o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, no caso da esdrúxula declaração do deputado eleito Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Noronha se encarregou de botar a bola no chão e afastar os excessos.
Exagero eleitoral
"Estão exagerando", ponderou Noronha, destacando que a afirmação, desautorizada pelo candidato Jair Bolsonaro, não foi uma "ameaça".
Caso para o divã
Noronha não viu "risco à democracia" em palavras que, para o próprio Bolsonaro, pertencem mais ao campo da psiquiatria que da política.
Pede-se equilíbrio
Que Haddad (PT) e apoiantes se aproveitem da situação a poucos dias da eleição, até se compreende. Mas do STF se espera ponderação.
País sob tensão
Até o equilibrado decano Celso de Mello subiu nas tamancas e chamou a declaração do jovem deputado de "inconsequente e golpista".
Promoções: Itamaraty passa a perna nos políticos
O Itamaraty "passou a perna" nos políticos e antecipou a promoção de diplomatas prevista para dezembro, fugindo dos pedidos. Com a jogada, a cúpula do Ministério das Relações Exteriores promoveu quem quis. O poderoso secretário-geral Marcos Galvão, por exemplo, promoveu o irmão Luiz Fernando, apenas seis meses após presenteá-lo com a chefia do Departamento de Organismos Internacionais (DOI).
Cozinha no poder
Além do ministro Aloysio Nunes e do secretário-geral, também os subsecretários puderam preencher as vagas com seus protegidos.
Concessão a Temer
O Itamaraty teve o cuidado de atender apenas o Palácio do Planalto. Figurões do Legislativo e do Judiciário foram, ops, "esquecidos".
Pelo sim, pelo não...
A antecipação das promoções para outubro serviu também para evitar eventual tentativa de influência do candidato Jair Bolsonaro na escolha.
Caminho de volta
O Rede está com o pé na cova, barrado pela cláusula de desempenho, prevista em lei. Isso explica o apoio de Marina a Haddad. Ela está pegando o caminho de volta para o PT, de onde foi escorraçada.
Primeiro, a dita cuja
Virtual chefe da Casa Civil em eventual governo Bolsonaro, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) diz que não é hora de discutir a presidência da Câmara. "Antes disso, temos uma eleição para vencer, domingo".
Sinais do poder
Ao reafirmar escolhas técnicas em seu eventual governo, citando que o Itamaraty será chefiado por diplomata, Jair Bolsonaro apenas quis deixar claro que a senadora Ana Amélia (PP-RS) não será chanceler.
Debate não é 'escada'
Com 77% nas pesquisas para o governo do DF, Ibaneis Rocha (MDB) desistiu dos debates diários, alegando que Rollemberg (PSB), 23%, se limita a acusações "criminosas", na esperança de que o insulto "pegue" ou ele perca a cabeça. Ibaneis diz que não será "escada" de ninguém.
Sem o embate final
Ao desistir dos debates, Ibaneis tirou de Rollemberg a última esperança de reverter seu favoritismo. Pela primeira vez na história das disputas no DF, quando houve segundo turno, não haverá o embate final.
Homem que não calculava
Matemática não é o forte do ex-ministro José Dirceu: ele afirmou que a eleição de Bolsonaro é "improvável", apesar dos 46% de votos no primeiro turno e dos 60% nas pesquisas de segundo turno.
Trabalho infantil
Como esperado, a sessão do Congresso Nacional que analisaria vetos presidenciais e discutiria projeto de crédito orçamentário foi cancelada. Em vez disso, a agenda tem duas sessões da "Câmara Mirim 2018".
14 Bis, 112 anos
A Aeronáutica celebra nesta terça (23) o Dia da Força Aérea Brasileira (FAB). A data marca os 112 anos do primeiro voo do 14 Bis, em 1906, por Alberto Santos Dumont no Campo de Bagatelle, em Paris.
Pensando bem...
...não basta Marina Silva declarar "apoio crítico" a Haddad: tem que ajoelhar e rezar perante o xerife do presídio, em Curitiba.
PODER SEM PUDOR
Tempo de improvisação
Ex-presidente da República e do senado, José Sarney, certa vez lembrou dos tempos em que atuava como jornalista jornalista e trabalhava em jornal de oposição ao governador do Maranhão, Eugênio Barros. Certa vez, a tipografia avisou que não dava para usar a letra "u" na manchete, logo no dia em que uma nova denúncia atingia o governador. Um colega gritou a solução:
- Cortem o "o" no meio!
E o problema foi resolvido.

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Com André Brito e Tiago Vasconcelos
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