Saídas conturbadas marcam administração
A ex-secretária municipal de Educação Vera Hilst também saiu do governo de Barbosa Neto de forma tumultuada. ''Foi uma saída um pouco intempestiva. Acho que houve incompatibilidade com o modelo de gestão. Acho que o fato de eu não ter cedido a pressões políticas pesou na minha demissão'', disse ela, sem detalhar.
Para Vera, que ficou 13 meses no governo, a constante troca de secretários provoca descontinuidade nos projetos. ''Quando se assume um cargo, leva-se um tempo para fazer o levantamento necessário para tomar as medidas. Então, quando o secretário consegue fazer o levantamento e começar a adotar as medidas, é demitido. Não tenho dúvidas de que isso prejudica a administração'', disse ela, que trabalha em uma instituição de ensino superior. ''Mas não me arrependo de ter assumido nem de ter saído do cargo.''
Outra baixa conturbada foi a do vice-prefeito Joaquim Ribeiro (PSC), que começou como chefe de Gabinete de Barbosa e passou para a presidência do Instituto de Desenvolvimento (Idel). Desautorizado publicamente pelo prefeito sobre o debate em torno da ''Lei da Muralha'' e em meio à crise na Saúde, Ribeiro deixou o governo com críticas severas a Barbosa. ''Eu diria que há uma ansiedade muito grande de fazer associada à falta de experiência e à falta de hábito de ouvir as pessoas'', analisou. ''É uma troca exagerada de secretários que deixa projetos acéfalos, parados no meio do caminho.'' (L.C.)





