Saída tardou, diz líder do PMDB
Jair Rattner Agência Estado
O líder do PMDB na Câmara, Gedel Vieira Lima, disse, em Lisboa, que a demissão de Campelo deveria ter ocorrido mais cedo. O nome do delegado Campelo estava gerando um desgaste brutal ao governo. Acho que a saída dele até tardou. É inquestionável que pior seria ele permanecer sob aquele tiroteio. A saída dele vira essa página, que eu espero de forma definitiva, disse o deputado na capital portuguesa, onde participa da 10ª Conferência de Presidentes de Parlamentos Democráticos Ibero-Americanos.
Apesar de a indicação de Campelo ter ocorrido contra a posição do ministro Renan Calheiros, do PMDB, Gedel não quis comentar os ganhos e perdas políticos. Esta questão não tem nada a ver com questão partidária. É uma questão meramente administrativa. O deputado disse que a indicação do diretor da Polícia Federal seria uma questão técnica e não política. O PMDB não está envolvido e em nenhum instante indicou nomes partidários. O ministro da Justiça, no cumprimento de uma função administrativa, citou um nome a pedido do presidente da República. O presidente optou por outra alternativa. Mas isso não tem nada a ver com o partido. Não é uma função que nós estejamos indicando, não é uma função política, não é uma função que nós pleiteamos.
Gedel defendeu a intervenção do ministro na definição do posto de diretor da PF: Eu tenho dito que, seja qual for o ministro da Justiça, seja integrante de partido político ou não, ele obrigatoriamente tem que ter um peso específico importante na escolha de um cargo como o de diretor da Polícia Federal. Mas essa é uma atribuição do presidente.
O líder procurou negar que a demissão tenha enfraquecido o governo. Enfraquecer, não. Mas seria hipocrisia não dizer que fatos como esses desgastam a imagem do governo. Seria melhor que não tivesse ocorrido e que não ocorram fatos como esse.





