BRASÍLIA - A saída do ministro Nelson Jobim não deve provocar grandes alterações nos órgãos ligados ao Ministério da Justiça. A permanência do delegado Vicente Chelotti à frente da Polícia Federal é tida como certa. Além de ser discreto e alheio à propaganda de sua atuação, Chelotti tem como méritos, além da amizade de infância com Jobim, o fato de ter contribuído para o desenvolvimento do Programa Nacional de Direitos Humanos do governo federal.
Chelotti conseguiu capturar os matadores de Chico Mendes, que estavam foragidos há três anos, e eram motivos de constantes cobranças feitas ao presidente Fernando Henrique Cardoso no exterior. Além disso, colocou a Polícia Federal para ajudar na CPI dos Precatórios.
Seligman também deve permanecer no cargo que ocupa ou ir para outro semelhante, mas sem deixar o Ministério da Justiça. O único dos atuais assessores que corre o risco de não ser efetivado pelo novo ministro é Júlio Gaiger, presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), que perdeu prestígio no episódio envolvendo os índios cricatís e guajajaras, no Maranhão.

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