O presidente da Telepar, ex-governador Álvaro Dias (PSDB), disse ontem que a ‘debandada’ tucana articulada pelo grupo do governador Jaime Lerner (PFL) e desencadeada com o afastamento dos deputados Carlos Simões e Albanor Gomes - para enfraquecer o seu partido - ‘‘não preocupa’’. ‘‘A revoada não compromete o nosso projeto eleitoral. Os deputados não transferem votos e os radialistas culturalmente sempre se preocuparam com suas próprias candidaturas. Os demais são frágeis e dependem do processo majoritário’’, avalia.
Essa foi a primeira vez que o ex-governador (foto) se manifestou publicamente sobre o assunto. Há cerca de três semanas disse que só acompanhava de longe o processo liderado pelo grupo de Lerner para tomar, se necessário, medidas enérgicas - que ao que tudo indica não devem se concretizar. Álvaro chegou a dizer que agiria da mesma forma quando, em 92, denunciou e apresentou provas contra deputados do PST, seu partido, dando conta que houve barganhas durante seus mandatos.
Ao contrário do irmão, o senador Osmar Dias (PSDB), que acusou o governo de se transformar num ‘‘balcão de negócios’’ para ‘‘cooptar’’ os tucanos, Álvaro foi ‘suave’. O ex-governador não estaria disposto a quebrar a ‘inércia’ defendida pelo presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e polemizar com o grupo político de Lerner, pelo menos por enquanto. Álvaro retornou no domingo de uma viagem aos Estados Unidos e disse que, mais que o esvaziamento do PSDB costurado pelo Palácio Iguaçu, a legislação eleitoral é motivo de preocupação para as eleições 98.

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