A gestão Marcelo Belinati (PP) tem mais uma baixa iminente. O diretor presidente da Codel (Instituto de Desenvolvimento de Londrina), Moacir Sgariori, deve deixar o cargo nos próximos dias. Apesar de ter sido convidado pelo prefeito para permanecer colaborando com a administração, Sgarioni dá sinais concretos de que pretende liberar a vaga. Caso a saída se confirme, será considerada a 16ª mudança no primeiro escalão em um ano e cinco meses de mandato.

Sgarioni foi convidado por Belinati para presidir a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) no inicio da gestão, cargo que ocupou por 15 meses até inicio de abril. A saída da companhia foi em resposta à orientação do Ministério Público, que considerava que a nomeação não se enquadraria na Lei Federal 13.303/2016, conhecida como Lei das Estatais.

Mesmo na Codel, por ser um órgão público privado, Sgarioni também poderia esbarrar nesta questão. A mesma legislação forçou a saída do então presidente da Sercomtel, Luiz Carlos Adati, que foi substituído pelo engenheiro elétrico Hans Müller em outubro do ano passado em meio à crise financeira da telefônica.

Em entrevista à FOLHA, o prefeito confidenciou que gostaria de contar com a experiência de Sgarioni no primeiro escalão. "Meu desejo é que ele continuasse colaborando na administração com sua capacidade de trabalho e realização", disse, ao alegar que ainda tenta convencê-lo a permanecer no cargo.
Ainda sem cogitar um novo nome para a Codel, Belinati elencou os projetos prioritários da autarquia. "A Cidade Industrial de Londrina, que já tem projeto de lei aprovado na Câmara, e os recursos já garantidos, além do projeto Agiliza Londrina, de desburocratização", enumerou.

Imagem ilustrativa da imagem Saída de Sgarioni será 16ª baixa no primeiro escalão de Belinati



Sem prejuízo
O prefeito considera natural o que chama de "reacomodação dos cargos". Belinati também não vê prejuízo com número elevado de trocas no primeiro escalão. "Nós estamos reorganizando a administração em todos os sentidos, com foco absoluto na melhoria dos serviços prestados. À medida em que o planejamento vai caminhando, a administração vai recompondo o seu quadro." Ele adiantou ainda que deve anunciar na próxima semana outras mudanças administrativas.

O anúncio do novo superintendente da Acesf (Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários) estará entre elas. O cargo era ocupado até fevereiro por Douglas Pereira (PTB) que deixou a pasta para assumir cadeira na Câmara de Vereadores, deixada por Rony Alves (PTB), que foi afastado do cargo ao se tornar réu na Operação ZR3.

ACÚMULO DE PASTAS

Atualmente, só a secretária Nadia Moura acumula três pastas: Assistência sócia, Mulher e Idoso. Entretanto, no início do mandato Belinati havia enxugado cargos do primeiro escalão. Planejamento e Fazenda; Comunicação e Ouvidoria, Gestão Pública e Recursos Humanos; Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano) e Codel foram pastas que foram acumuladas em 2017.

"Passamos uma situação financeira grave no município e tínhamos secretários se desdobrando em três para atender as demandas. À medida que o caixa foi recuperado, nós focamos em determinar pessoas pensando 24 horas por dia na sua área."

Questionado se o aumento de comissionados com o desmembramento das pastas poderia gerar conflito com sua "bandeira" de enxugar cargos comissionais, Belinati refutou. "Não contradiz, porque continuamos preservando isso. O número de indicações politicas é baixo. Reduzimos cerca de 150 cargos comissionados em comparativo com a administração anterior.

"O prefeito disse ainda que tem se pautado por indicações técnicas ao citar os titulares da Sercomtel, Procuradoria-Geral, Saúde, Fazenda, Obras, Ippul, Planejamento e Corregedoria, que são cargos hoje ocupados por servidores de carreira. "Estamos exigindo comprometimento e conhecimento técnico da área. A população vai enxergar todos os resultados até o final da gestão, na melhoria da qualidade dos serviços públicos."

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