A mudança de partido anunciada pelo presidente da Assembléia Legislativa, Aníbal Khury, na última terça-feira, e a possibilidade de uma debandada em grupo para o PFL causaram frisson no PTB do Paraná. O presidente do partido e secretário estadual da Indústria e do Comércio, Nelson Justus, passou o dia de ontem acalmando por telefone as bases municipais.
‘‘Ainda é muito cedo para falarmos em mudanças de sigla’’, garantiu Justus. Segundo ele, a decisão oficial, sobre a troca ou permanência no PTB, não vai sair antes de 15 de setembro. ‘‘O que posso garantir é que todas as decisões serão tomadas em conjunto’’, avisou, emendando que o PTB ‘‘conta com um grupo de deputados federais forte e coeso e um senador (José Eduardo de Andrade Vieira)’’. O secretário admite que foi pego de surpresa com o anúncio de Khury. ‘‘Por essa eu não esperava’’, confessou.
Interlocutores de Khury afirmam que ele não vê mais o PTB como ‘‘partido vantajoso’’ do ponto de vista eleitoral. A avaliação é de que a sigla estaria com seus poderes reduzidos junto ao governo federal. ‘‘É um partido que vive da memória de Getúlio e Ivete Vargas, que já morreram’’, alegou Khury.
O presidente da Assembléia afirma que a sua possível transferência para o PFL não tem relação alguma com a troca partidária pretendida pelo governador Jaime Lerner (PDT). ‘‘Se formos para o PFL, será mera coincidência’’, diz Khury. (L.D.)

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