O vereador Flávio Vedoatto (PTB), de Londrina, está inconformado com o fato de não ter sido consultado sobre a mudança de lideranças na comissão provisória do partido em Londrina, depois da saída do secretário estadual do Trabalho, Alex Canziani, que trocou o PTB pelo PFL. ‘‘Fui traído’’, disse ontem o vereador. Ele integrava a antiga comissão provisória local e disse ter recebido com surpresa uma certidão que requereu ontem ao TRE com os nomes dos novos integrantes da comissão provisória.
De acordo com Vedoatto, seu descontentamento é ainda maior porque, no início do mês, ele protocolou um documento solicitando eleições no partido. ‘Tenho mandato e legitimidade. Sou líder do PTB na Câmara e considero uma afronta não ter sido comunicado sobre as mudanças’’, reclamou. Ele acredita que com a definição da nova comissão provisória, pode emperrar o processo de eleição em Londrina.
O vereador disse que é candidato à presidência do diretório municipal e afirmou não aceitar que outro grupo tente dominar a comissão sem a consulta aos 2,2 mil filiados ao partido.
O superintendente da Acesf (Autarquia de Cemitérios e Serviços Funerários), Gustavo Santos, indicado para compor a nova comissão provisória, disse que a definição saiu do diretório estadual. ‘‘Com a saída do Alex, Londrina ficou sem provisória e o diretório achou por bem nomear uma nova comissão. Não houve nada atravessado’’, garantiu.
Santos disse que pretende conversar com Vedoatto para ‘‘acalmá-lo’’ e buscar consenso para a eleição da presidência do diretório do PTB, do qual ele também pretende participar. ‘‘Vamos nos unir para lançar uma chapa única, seja comigo ou com ele ou com qualquer filiado, que tem o mesmo direito’’.
O presidente estadual do PTB, Emerson Palmieri, disse que não há sentido para a discussão. ‘‘O nome já diz: a comissão é provisória e haverá eleição para o diretório. Se não houve contato com o vereador para formá-la, foi pela pressa’’, afirmou. (P.Z)

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