Saída da delegacia quase se transforma em confusão
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quinta-feira, 10 de maio de 2001
Lúcio HortaDe Londrina 
A saída do ex-prefeito Antonio Belinati do 2º Distrito Policial por pouco não se transforma em tumulto. Além de jornalistas, um pequeno mas barulhento grupo de manifestantes se colocou em frente ao DP com cartazes de apoio ao prefeito cassado. Alguns mais exaltados, como uma pessoa identificada como Zóio, mais de uma vez tentou impedir o trabalho de fotógrafos e cinegrafistas. Mais tarde, foi visto na chácara da família Belinati, na zona sul.
O ex-prefeito saiu da delegacia por volta das 20 horas, em seu próprio carro (um Mondeo azul), conduzido por um cunhado. Ele estava acompanhado do advogado Antônio Carlos Vianna e acenou para os manifestantes. A Tropa de Choque da Polícia Militar (PM) fez um cordão de isolamento e depois fez a escolta do ex-prefeito até a chácara. O delegado-operacional da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Jurandir Gonçalves André, justificou o aparato dizendo que foi para evitar eventual agressão ao ex-prefeito, como ocorreu há seis dias, quando ele foi preso.
Os manifestantes pouco mais de 50 começaram a chegar ao DP logo após a divulgação da notícia de que Belinati havia conseguido a liminar no Tribunal de Justiça (TJ), por volta das 17 horas. Todos diziam que foram espontaneamente ao local para prestar solidaderiedade ao prefeito cassado, mas os cartazes com frases como Amigo Belinati, conte sempre com a gente tinham letras idênticas.
Somos pintores, tem que sair bonito, justificaram Israel de Almeida e Maurílio dos Santos, ambos do Jardim Monte Cristo. Avisaram a gente (da liberação de Belinati) às 15h30, disse Almeida, inicialmente. Quer dizer, ouvimos pelo rádio. Aí juntamos o povo para fazer uma homenagem a ele, completou.
A dona de casa Helena Martins Parente, que informou ser da Vila Isabel, também disse que soube da saída do ex-prefeito pelo rádio. Sou amiga, irmã do Belinati, exaltou. Helena, no entanto, não quis comentar sobre as denúncias de corrupção contra o ex-prefeito. Não sou Deus para julgar ninguém e acho que quem deveria julgá-lo é o povo. Nós colocamos, nós julgamos.
Entre os manifestantes, apareceram algumas figurinhas carimbadas de atos pró-Belinati, como o presidente da Federação dos Núcleos, Favelas e Assentamentos de Londrina, José Ricardo da Silva; o presidente da Associação do Jardim do Sol, Lucindo Carli Loures; e Edison Carlos Bolsok, conhecido como Foguetinho, assessor do vereador Henrique Barros (PFL).


