Brasília - A incessante batalha jurídica travada pelo deputado José Dirceu (PT-SP) para não perder o mandato faz com que sua saga seja comparada no Congresso ao filme ''Feitiço do Tempo'', no qual o mesmo dia se repete inúmeras vezes para o personagem principal.
Dirceu vive essa maldição, mas espera que o final de sua história, desta vez, seja diferente. Amanhã, por exemplo, ele assistirá ao deputado Júlio Delgado (PSB-MG) ler novamente o relatório pedindo sua cassação, obrigado pelo Supremo Tribunal Federal.
Ângela Guadagnin (PT-SP), sua aliada, mais uma vez gritará ''Pela ordem, presidente!'' e solicitará ''vista'' para analisar o texto, na mesma manobra regimental. E, de novo, terá prazo de duas sessões para verificar o parecer. Depois, outra vez, os deputados votarão o relatório. Resta saber se o resultado será o mesmo 13 a 1 da última quinta-feira.
Na tarefa de arregimentar apoios, Dirceu conta com a ajuda do colega Virgílio Guimarães (PT-MG), que tem bom trânsito no baixo clero da Câmara. Por causa dos atrasos provocados por seus recursos, o ex-ministro só deverá ser julgado pelo plenário no fim de novembro. São necessários 257 votos - de um total de 513 deputados - para cassar seu mandato.(V.R./A.E.)

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