A presidente da Câmara de Vereadores de Rolândia, (Região Metropolitana de Londrina), Sabine Giesen (PMDB), pode assumir o Executivo a qualquer momento, assim que a Justiça Eleitoral da cidade notificar o prefeito Johnny Lehmann (PTB), que teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ontem à tarde, o petebista despachava da casa dele. "Para evitar constrangimentos ao deixar a prefeitura", disse o prefeito, que será obrigado a deixar o cargo pela segunda vez nesse mandato. Ontem a Justiça Eleitoral esteve em recesso, em razão do feriado do Dia da Justiça.
De acordo com Sabine, "é uma situação muito difícil para a cidade". A peemedebista já respondeu pela prefeitura nos meses de abril e maio do ano passado. Desta vez, a permanência poderá ser ainda menor, caso ela não vença a disputa pela reeleição na presidência do Legislativo, cuja escolha será no próximo dia 15. Sete parlamentares mostram interesse em disputar o cargo e quem vencer assumirá interinamente o Executivo, a partir de janeiro.
Ela informou que vai manter a mesma equipe de secretários quando assumir a prefeitura. "O prefeito pode recorrer e até voltar a qualquer momento. Estou bastante envolvida com o dia a dia da Câmara, acompanho de perto todos os projetos, mas na questão administrativa é preciso se readaptar à rotina do Executivo e a presença deles (atuais secretários) ajuda nisso."
Como Lehmann foi reeleito em 2012 com 54% dos votos válidos, o TSE deverá autorizar a realização de novas eleições, mas a tendência é que isso ocorra quando não houver mais condições para recursos. A reportagem não conseguiu falar com o advogado do prefeito, Guilherme Gonçalves, ontem. Ainda existe a possibilidade de a Justiça Eleitoral determinar a realização de eleições indiretas – quando a escolha do novo prefeito é feita entre os vereadores –, no caso da vacância na prefeitura ser registrada nos dois últimos anos do mandato.
Lehmann tomou posse em janeiro de 2013, mas foi afastado dois meses depois por decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná, que confirmou sentença de primeiro grau. Em maio daquele ano, o TSE devolveu o cargo ao prefeito, por meio de liminar. A liminar foi derrubada na última sexta-feira, porém, cabe recurso ao próprio TSE. Lehmann, segundo a decisão, usou um jornal da região para afetar o resultado da eleição, conduta vedada a agentes públicos em ano eleitoral. A ação que pediu a cassação do petebista foi protocolada pela coligação de Eurides Moura, candidato derrotado em 2012.

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