Curitiba - O ex-candidato à Prefeitura de Londrina pelo PT André Vargas disse ontem que a sigla está preparada para fazer oposição à próxima administração. ''Sabemos ganhar e sabemos perder'', comentou ele. Mas, quando se trata da disputa em segundo turno travada agora em Londrina, Vargas é categórico ao explicar que seu partido ''não teria condições nenhuma'' de apoiar o candidato do PP, Antonio Belinati. ''Há impedimentos éticos'', disse ele, em referência aos processos que Belinati responde na Justiça. ''Queremos disputas somente no campo da política.''
Vargas afirma que o apoio do PT ao adversário de Belinati, o tucano Luiz Carlos Hauly (PSDB), ocorre justamente para que a disputa na cidade permaneça a partir de um enfoque político. Ele reforça ainda que obviamente não se trata de uma aliança com o PSDB. ''Nós não apoiamos o Hauly. Nós estamos indicando voto, orientando os nossos militantes, mas não vamos para as ruas fazer campanha eleitoral para ele.''
Já o presidente do PP no Paraná, deputado federal Ricardo Barros, disse ontem que o amplo apoio obtido pelo candidato tucano, independente do tipo de apoio dado, apenas fortalece o nome de Belinati na disputa. ''Eu acho que para ele (Belinati) é bom. O eleitor não gosta quando os adversários se juntam no mesmo barco'', disse Barros.
Em relação às estratégias de reta final do candidato pepista, Barros adiantou que já foi deslocada para Londrina ''toda a equipe'' que trabalhou na campanha eleitoral de seu irmão Silvio Barros (PP), reeleito para a Prefeitura de Maringá no último dia 5. ''Agência, produção, toda a equipe'', comentou ele. (C.S.)

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