RUTH BOLOGNESE
Ainda há esperança
O governo Requião ainda não jogou a toalha nas negociações para a instalação da segunda unidade brasileira da montadora Toyota no Paraná, mais especificamente na Região Metropolitana de Curitiba. A primeira unidade está em São Paulo.
Facilidades
Diz o secretário da Indústria e Comércio, Virgílio Moreira, que a área para a construção da fábrica está pronta, em São José dos Pinhais, o que motivou até mesmo mudança de um decreto por parte do governo para garantir a licença ambiental. E as demais exigências dos japoneses foram atendidas.
Oferecemos a vaca e o terneiro. A decisão agora é da Toyota, afirma Moreira.
Preferência nacional
Na verdade, Curitiba não pode reclamar da chegada de novas indústrias por aqui. Já não se encontra na cidade nem mesmo prédios de escritórios compatíveis com a demanda de altos executivos de empresas nacionais e multinacionais.
E o crescimento da produção industrial do Paraná registrou o maior índice do País, com 4,3%, segundo o próprio IBGE.
Espera estratégica
Quem imagina que o empreiteiro Joel Malucelli, que ganhou a licitação, está louco pra começar as obras da Usina Mauá, engana-se.
Devido aos últimos entreveros com o governador Requião, por causa das críticas ao governo na rede Band local, ele prefere esperar por tempos mais tranqüilos.
Parentes
Nem o fato de Joel ser avô e o governador tio-avô do mesmo guri, (a filha de Joel, Paola, é casada com o sobrinho do governador João Arruda e o casal teve um filho recentemente), ameniza as mágoas e as insatisfações recíprocas.
Sem medo...
Fez muito bem o prefeito Beto Richa em ir ao debate na igreja da Barreirinha, neste domingo, o primeiro da campanha para a Prefeitura de Curitiba.
A tradição dos candidatos favoritos tem sido a de ignorar o confronto público, na linha do que vem de baixo não me atinge.
...de ser feliz
Além de arrogante, a ausência do candidato nos debates mostra o medo, melhor, o pavor de uma frase mal colocada ou uma palavra errada, comprometer os bons números das pesquisas.
Tudo pode acontecer num debate, lógico. Mas a presença é prova de destemor diante dos adversários, confiança no próprio taco e respeito à democracia.
Elementos de alto valor para qualquer candidato a qualquer cargo nesta vida.
Quem ganhou
Agora, pela confusão gerada por cabos eleitorais e afins na paróquia da Barreirinha durante o debate realizado pela rádio Corneta, uma rádio comunitária, transmitida por alto-falante e dirigida pelo padre Leocádio, quem saiu ganhando mesmo foi a corneta.
Como diz o Mazza, aquilo não foi debate, foi turba.
Beijinho, beijinho
Dia desses, ao encontrar um amigo comum, o prefeito Beto Richa se disse feliz com o bom tratamento recebido ultimamente por esta coluna e até mandou beijinhos para a brava colunista.
Os beijinhos a gente agradece, porque ninguém é de ferro. Mas é aconselhável não confundir bom tratamento com imparcialidade.
Pau,pau
Políticos em geral confundem imparcialidade com adesão incondicional. E aí se decepcionam taaanto...
Doce regresso
E depois de quatro meses retornaram ontem de Blumenau (SC), o ex-marido Pedro Franco devidamente transplantado de fígado novo, nossa corajosa filha Mariana, que esteve com ele o tempo todo, e o neto Pedro que, por conta da rebeldia adolescente (longe da mãe, o boletim ia de mal a pior), foi enviado para lá.
É um doce regresso, embalado pelo sucesso da cirurgia delicada e pela rotina familiar que recomeça. Resta-nos agradecer aos médicos, aos amigos, aos catarinas, aos leitores e a todos aqueles que, de uma forma ou de outra, nos ajudaram a passar o mau pedaço.
Muito obrigada!
DALTÔNICAS
De sem noção de distância
Depois de muitos anos, a menina curitibana fez uma descoberta extraordinária: a empregada da casa não morava em Maringá e sim aqui mesmo.
Ela tinha certeza que a moça ia e voltava todos os dias, o que lhe parecia absolutamente natural.





