Transparência agora
As investigações da Polícia Federal e do Ministério Público estão mostrando o que a Assembléia Legislativa do Paraná conseguiu manter embaixo do tapete durante praticamente toda a sua história.
É um festival de falcatruas pra ninguém botar defeito.
Mais um passo
Dezenas de vezes, e em todos os períodos de governo dos últimos 30 anos, a imprensa do Paraná apontou listas de fantasmas e afins na Casa do Povo, mas era preciso ir mais fundo, o que só uma investigação detalhada, como esta, está fazendo.
Sobrou para o atual presidente, o bem penteado Nelson Justus, se explicar. Mas ele pode chamar o seu colega Hermas Brandão que, como presidente da Casa três vezes, deve ter revelações a fazer.
Pena que o finado Aníbal Curi já se foi.
Faço, não nego

Faço, não nego
  E o ex-deputado e prefeito de Campo Mourão, Nelson Turek, flagrado pela PF no esquema Gafanhotos (fantasmas que recebiam salário e repassavam a parentes de deputados) não negou fogo. Disse com todas as letras, e foi gravado, que fazia isso sim e repassava a grana para as duas filhas.
Na escola de Requião
  E na linha governador Requião, Turek ainda afirmou que, como não tem lei proibindo o nepotismo, as duas filhas estão firmes e fortes na folha de pagamento da prefeitura da cidade.
  Das duas uma, ou os políticos perderam de vez a noção das coisas ou nós, o povo, estamos fazendo papel de bobos e gostando.
Do outro lado
  E depois do fim das investigações na Assembléia, a Polícia Federal e o Ministério Público poderiam fazer uma visitinha básica ao Tribunal de Contas do Paraná, que é órgão auxiliar da Casa, mas age com autonomia.
  Só as pastas do Porto de Paranaguá podem render trabalho pra um batalhão de investigadores. E com resultados positivos operantes.
‘Compraram o Tribunal’
  Não se trata de uma comparação, esclareça-se, mas a matéria da ‘‘Veja’’ desta semana, sob o título ‘‘Compraram o Tribunal’’ mostra que é possível comprar, comprar mesmo, com recibo e tudo, um Tribunal de Contas inteirinho, do presidente aos conselheiros.
  Aconteceu no Rio de Janeiro e a compra foi feita por uma empresa mineira, para aprovar contas de prefeituras.
Marco Zero
  A Prefeitura da capital revitalizou a Praça Tiradentes, marco zero da cidade, e colocou um piso de vidros transparentes cobrindo um antigo caminho descoberto pelo arqueólogo Igor Chmyz, da UFPr.
Telhado de vidro
  E antes que alguém lembrasse que o prefeito Beto Richa, candidato à reeleição, não tem telhado de vidro, mas chão de vidro (o que pode ser tão perigoso quanto para a imagem), o pessoal da Prefeitura espalhou que andar sobre o piso da Praça Tiradentes levanta o astral e dá sorte.
  Puro engano: andar sobre o chão de vidro do Beto Richa com a umidade desse inverno equivale a uma visita na Clínica de Fraturas, na certa.
Neblina na política
  O senador Osmar Dias, PDT, e os deputados Luiz Carlos Hauly, PSDB, e Abelardo Lupion, do DEM, andam se encontrando muito em Brasília?
  A neblina atrasou os vôos e, pelo jeito, soltou a voz de um passageiro, que falava em alto e bom som ao celular, numa sala de espera lotada, sobre um encontro entre os três mosqueteiros supracitados.
Adeus ao Creso
  Morreu ontem o jornalista Creso Moraes, que trabalhou na sucursal desta FOLHA em Curitiba e fundou a primeira empresa de assessoria de imprensa no Paraná, a ‘‘Enfoque’’, há 30 anos. Nesta condição, era um assessor preocupado em passar a informação correta para o lado de cá, dos coleguinhas. Um lutador o Creso, pai adotivo de 4 filhos, que perdeu a última e definitiva batalha, contra um câncer no pâncreas, devastador.

DALTÔNICAS
De novos símbolos
  Depois do quarto com suíte, o mercado imobiliário cria um novo símbolo de status para a classe média: agora qualquer apartamento ‘‘reba’’ vem com o tal do gazebo como conforto adicional.
  Trata-se de reservadinho sem graça, cheio de plantas que, em seis meses no máximo, vira depósito da esteira, do vaporeto e da bike do guri.

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