RUTH BOLOGNESE
Soutien em debate
A Assembléia Legislativa do Paraná colocou o soutien em debate, o que significa que nossos deputados não estão tão fora da casinha como se pensava. Ainda se preocupam com assuntos interessantes.
Peça cara
Uma única peça, com dois bojos, lógico, foi comprada pelo deputado Elio Rusch, do DEM, por quase R$ 200, ou seja, trata-se de um Sr. Soutien. Mas o que importa mesmo é a semelhança entre soutien e a condição de deputado. São muitos pontos em comum. A ver:
1) Ambos são antiguíssimos, mas sempre se adaptam aos novos tempos;
2) Servem como base de apoio pra algo que todo mundo quer (*) botar a mão;
3) Tem sempre um tamanho adequado para o gosto do freguês;
4) Hoje, a grande maioria vem com volume falso, (de silicone ou de promessas);
5) Existem modelos a preços variados;
6) Quando se projetam demais, causam inveja;
7) Quando são discretos demais, ninguém enxerga;
8) São difíceis de tirar na hora do aperto;
9) Se a escolha for errada, passam o resto da vida incomodando.
(*) No caso dos deputados, o poder.
Perto dos olhos
O senador Osmar Dias tem conversado mais com o presidente Lula do que imagina a vã filosofia dos petistas e adversários em geral.
É uma das vozes que Lula ouve quando se trata de questões ligadas à agricultura. Ouve e repete o que acha mais conveniente nos discursos mundo afora.
E há que lembrar: o PDT, partido de Osmar, é da base aliada de Lula.
Vingança à vista
O senador Flávio Arns que se cuide. O PT do Paraná está se fingindo de morto na análise das contas da campanha de Arns ao governo em 2006, que podem ser reprovadas pela Justiça Eleitoral. Em caso positivo, o senador pode ficar inelegível por cinco ano. E não sair candidato à reeleição para o Senado.
É tudo o que o PT quer.
Tucanos teimosos
Os tucanos paranaenses pretendem dar uma catracrada no prefeito Beto Richa, na segunda-feira, neste debate inútil e sem sentido sobre o candidato a vice-prefeito na reeleição. Estão olhando de cara feia para o atual vice, Luciano Ducci, do PSB, e querem impor Gustavo Fruet, numa chapa puro sangue.
Tiro n'água
É chover no molhado. Beto Richa pode ser tucano, mas não é bobo. Ducci, na condição de secretário de Saúde pela segunda vez, tem na mão uma máquina azeitada e bem articulada de toda a periferia de Curitiba, que já elegeu Beto na eleição passada.
Ir contra isso, quem há de?
Hauly insiste
Até agora, Gustavo Fruet não moveu uma palha pra incentivar a articulação para a candidatura de vice, uma iniciativa do deputado Luiz Carlos Hauly.
E se mover, perde ponto. É uma bobagem.
Visita incômoda
E atenção prefeito Beto Richa: o ex-deputado do mensalão José Janene anda contando pra todo mundo em Brasília a visita feita na casa dele em Londrina, às vésperas do Dia das Mães.
Era para falar de política e ser discreta, mas Janene precisa mesmo é de mostrar que tem força e bons contatos. E a visita prefeito eleito de Curitiba cumpriu esta função.
O que é bom para Janene nem sempre é bom para Beto Richa.
Astorga sem medo
Dia destes um pessoal da mais alta conta lá de Astorga encolheu-se ao descobrir que o Moisés Bolognese, veterinário que atua na região, é irmão desta brava colunista desde que nasceu.
Só marola
Precisa não, Astorga. A brabeza manifestada diariamente neste espaço é como a gritaria do governador Requião: faz um barulho danado, mas deixa tudo do jeito que está.
De livros
O jornalista Luiz Manfredini lança, em junho, uma edição revisada e atualizada do livro, escrito em 1989, ''As moças de Minas'' que conta as histórias de cinco jovens mineiras que enfrentaram, lutaram e sobreviveram à prisão e à tortura durante a ditadura militar brasileira nos anos 60.
O lançamento será no dia 19 de junho no Espaço Cultural do BRDE e precede um outro livro, ''Memória de Neblina'', que o jornalista, lança no segundo semestre, com a mesma temática do enfrentamento da ditadura, só que mais confessional.
Os dois livros são da Editora Ipê Amarelo.





