Sócios da Copel
Nem só de açúcar e álcool os bolsos de produtores de cana podem ser preenchidos. A Copel está chamando quem tem bagaço de cana disponível e oferecendo sociedade para a construção de PCTs, Pequenas Centrais Térmicas.

Ouro Verde
O presidente da empresa, Rubens Ghilardi, estima haver 300 MW, mais que a potencia da Usina Capivari-Cachoeira, disponíveis entre os produtores de cana. E vale até para pequenos produtores com bagaço para gerar 1 MW (1.000 quilowatts) em vez de jogar fora e poluir o ambiente.
O nome do novo ouro verde, no Paraná, é Cana.

Trem da bala perdida
Esta história do trem bala ligando São Paulo a Belo Horizonte e Curitiba é uma cascata oficial maior do que as Cataratas do Iguaçu. E mais antiga do que soutien pontudo.

Opção pela rodovia
Gente que entende do assunto diz que a opção pelas rodovias, feita no governo JK foi, na verdade, a mais barata. As rodovias permitem rampas mais fortes e raios de curva menores o que faz a estrada acompanhar, de certo modo, a topografia existente.
Com isso, os cortes e os aterros são menores e o custo idem. No popular, quando uma rodovia encontra um morro, ou um buraco, ela contorna.

Sem subidas
No caso das ferrovias, as rampas precisam ser suaves (do contrário o trem empaca), e as curvas bem abertas. Por isso demanda tantos túneis e viadutos. Uma ferrovia como a Ferroeste, a última construída no Paraná, com 250 km, custou quase 2 bilhões de dólarese chega a uma velocidade diretriz de 50 Km/h.

Custo alto
Agora, imaginem fazer uma ferrovia para um trem bala, com velocidade diretriz de perto de 300km/h? Técnicos do governo falam num investimento de U$ 6 bilhões para ligar Curitiba a São Paulo.
Quem tem a cabeça no lugar calcula que não sai por menos de US$ 20 bilhões.

Pura especulação
E vamos e venhamos, se até hoje os governos não conseguiram nem duplicar a Régis Bittencourt, a rodovia que liga São Paulo a Curitiba, e agora vêm tentar enganar os bobos com esta história de trem bala?
Eis aí um verdadeiro ''trem bala perdida''.

Terceiro ministro
E o Paraná perdeu a chance de emplacar o terceiro ministro no Governo Lula, no lugar de Marina Silva.
Temos aqui o grande líder do PSDB, deputado Valdir Rossoni, madeireiro de primeiríssima linha na região de Bituruna, cujo tema de vida poderia ser uma adaptação da modinha namoradeira: ''Ele só quer/ só pensa em desmatar...''

Trem bala na Amazônia
Rossoni, como ministro do Meio Ambiente, ia ser como um verdadeiro trem bala do desmatamento na Amazônia.
Mas a vaga já foi preenchida ontem pelo carioca preservacionista, Carlos Minc.

Luz baixa
Envolvido até o pescoço no vazamento das informações sobre os gastos pessoais do governo FHC, o senador Alvaro Dias anda meio desenxabido.

Confusão
Há quem garanta que Alvaro Dias repassou, por baixo dos panos, o dossiê FHC para a revista ''Veja'' com conhecimento e aprovação do próprio ex-presidente, numa manobra política para encurralar o PT, o Governo Lula e esquentar a CPI dos Cartões Corporativos.

Explicações
Só que agora, o senador mais esperto do Brasil está na condição de quem precisa se explicar. Condição esta sempre desconfortável para políticos em geral.
Para políticos e a torcida do Flamengo, diga-se.

O tempo passou
A cantora argentina Mercedes Sosa canta neste final de semana em Curitiba. É representante daquela época tão remota das veias abertas da América Latina. E só de pensar em ouvi-la dá vontade de cortar os pulsos.
Ídolos também envelhecem. E como.

Caipiras
E o cantor sertanejo Orlando Pessuti, que nas horas vagas vice-governa o Paraná, foi convidado de honra do camarim do violeiro Almir Sater, em temporada curitibana. A uni-los o mesmo gosto musical.
Uma caipirada que dá gosto de ver.

Daltônicas
De nomes e sobrenomes
''O meu nome é Trabalho'', diz o esforçado funcionário.
''E o sobrenome é Serviço?'', pergunta o colega.
Diálogo antigo, conhecido, mas ainda assim, interessante.

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