RUTH BOLOGNESE
O ladrão de bicicletas
A candidata do PT à prefeitura da Capital, Gleisi Hoffmann, promete silêncio obsequioso até as eleições para que suas idéias não sejam roubadas pelo prefeito Beto Richa, candidato à reeleição.
A idéia, originalíssima por sinal, de incrementar o uso de bicicletas na Capital, por exemplo, que ocorreu a Gleisi depois de uma temporada em Paris, foi flagrantemente surrupiada pela prefeitura.
Ela é quem conta.
Idéias e soluções
Tal declaração desmerece a inteligência da própria candidata do PT, que ocupou cargo de grande relevância na Itaipu Binacional. E revela uma ingenuidade política perigosamente infantil.
Campanha política se faz no confronto das idéias, dona Gleisi. O resto é fuleragem. Ou, falta de idéias.
Emprego à vista
Não tem mais desempregado infeliz em Curitiba. O Partido Trabalhista Cristão, PTC, ou algo assim, denuncia a cooptação de lideranças de bairro através de oferecimento de emprego e manutenção remunerada até a eleição de outubro.
Tabela
Segundo o pessoal do PTC, já existe tabela de pagamento e o número de cabos eleitorais a ser recrutado por bairro, que varia de 50 a 100 pessoas. As regiões mais visadas são o Alto Maracanã e Boqueirão, periferia da Capital.
Nome aos bois
Ok, está tudo muito bom, está tudo muito bem, mas é preciso dar nomes aos contratantes dos cabos eleitorais em carguinhos públicos: seria o Beto Richa? Seria o Requião? Seria o Superman? Ou um avião?
Perigo à vista
E por estar na área: um Boeing da FAB passou raspando pelo centro de Curitiba ontem de manhã e foi só isso.
Pela excitação de algumas rádios locais, que transmitiram o fato na base do ''o avião a-ca-bou, mas a-ca-bou de passar por aqui'', a torcida era totalmente pró-queda.
Gaiatos no navio
Quem lembra daquela música do ''Paralamas do Sucesso'', sobre gaiatos num navio? É mais ou menos assim: ''Entrei/Entrei de gaiato num navio/Entrei pelo cano...''
Eis aí a nova música-tema do deputado Luiz Cláudio Romanelli, que apontou a atracação, ontem, de um supercargueiro no Porto de Paranaguá como prova da eficiência da administração portuária do psicanalista Eduardo Requião.
Levinho, levinho
Ora, ora, o navio está quase vazio. Se carregasse mais dois containers, adernava na hora. Ou se o próprio Romanelli e o Vovó Naná embarcassem para uma longa viagem idem, idem.
O que, para o Paraná, não seria tão ruim, não. A longa viagem dos dois, não o encalhe do navio.
No BRDE
Depois das críticas por ter participado das eleições paraguaias, ocupar uma diretoria no BRDE agrada muito ao secretário de Comunicação do governo Requião, Airton Pissetti. Mas o martelo só será batido dentro de 45 dias, 60 no máximo.
O nome dele deverá passar, antes, pelo crivo do Banco Central.
Sem sucessor
Não existe ainda sucessor para o cargo de Pissetti que, mesmo sem verbas milionárias para agradar a mídia paranaense, ainda tem em certo charme. O Governo Requião vai licitar algo em torno de R$ 10 milhões para torrar em 2008.
Quem gosta
O ex-prefeito e néo-requianista Rafael Greca, por exemplo, adooora a Comunicação, que ocupou no Governo Lerner.
Eis aí uma especulação, pronta e acabada.
Enrolado
E o poderoso secretário da Fazenda de Lerner, o advogado Giovanni Gionnédis, hein? Está enrolado com a Justiça por causa de malotes de dinheiro em lugar incerto e não sabido?
Muito enroladinho?
Mais um mistério
O triste fim do padre Adelir de Carli, cujas buscas foram encerradas definitivamente neste final de semana, acrescenta mais um mistério de fé a ser desvendado no Paraná.
Ninguém sabe até hoje, por exemplo, se o eterno candidato à prefeitura da Capital, Rubens Bueno, é ou não primo da santa-diarista, Maria Bueno, enterrada no Cemitério Municipal.
Daltônicas
De somas espetaculares
Na rabeira dos 13 anos, o guri revela o saldo de uma tarde inesquecível na escola: ''Beijei tantas meninas na boca que ainda sinto o gosto de cinco gloss de morango, três de cereja e dois de chocolate''.
E já eram quase 9 da noite.





