Horror no Hospital
Num macabro ranking de cenas de horror, onde se aliam o perigo, a inocência e a insegurança, ver uma criança de 3 a 4 anos com uma arma carregada ns mãos, andando sozinha, ganha o primeiro lugar. É cena irreal, que faz parte de um filme recente sobre o dia-a-dia das grandes cidades.

Na realidade
Mas em Curitiba, ontem, teve cena pior, e com o agravante de ser real. Um grupo de assaltantes provocou um tiroteio, em plena manhã, ao tentar roubar um carro forte que abastecia o posto bancário do maior Hospital Infantil da cidade, o Pequeno Príncipe. Uma pessoa morreu.
Existe algo mais impensável do que isso?


Tão perto, tão longe

Mas não é tão difícil entender por que uma cidade dita tão civilizada como Curitiba pode chegar a uma situação de calamidade na segurança como esta, de bandido roubar hospital de criancinha.
E, relembre-se, assalto a hospital já é o segundo. O primeiro foi no Vita, na BR-116.


Nas nuvens
Há poucas quadras de distância do Pequeno Príncipe, e poucas horas depois do assalto, os ilustres vereadores da Capital aprovavam a concessão do título de Cidadão Honorário para ninguém menos do que o primeiro astronauta brasileiro, Marcos César Pontes.

Sem sentido
Captaram a ligação dos fatos? Com vereadores como estes, preocupados em homenagear um tongo de um astronauta que até a Aeronáutica fez questão de esquecer, quem está por nós?
Neste ritmo, minha gente, assalto a hospital de criancinha em Curitiba vai ser coisa de criança mesmo.

Futuro do PAC
A ministra Dilma Roussef diz que o País está se transformando em um ''canteiro de obras'' com o PAC.
É bom que isso ocorra, tanto pra nós como para o governo federal. Do contrário, o tal PAC vira um PACAU de bico.

Manchete da boa
Aleluia padre Nedson! A manchete ''Wal-Mart anuncia lojas em Londrina'' de ontem, desta FOLHA, é grande notícia, depois de tantas delongas e intrigas.

Antes tarde...
Com isso, o prefeito Nedson Micheleti desfaz qualquer dúvida de que tinha acordo branco com outra rede de supermercados do Paraná para travar a entrada do grupo norte-americano na cidade.

...do que nunca
E Londrina ganha com o livre mercado. E até esta brava colunista desfaz intrigas de época de que tinha algum interesse na instalação do Wal-Mart na região Norte porque criticava a intransigência do prefeito.

Sem cacife
Vê lá se, algum dia, alguém que veio lá de Terra Boa ia chegar perto destes megaexecutivos estrangeiros! E, mais, fazer lobby pra eles! Já ia empacar de cara no inglês...
Como já se contou neste espaço: o único paranaense que conseguiu ganhar dinheiro com altos executivos americanos falando apenas três palavras em inglês foi o ex-governador Jaime Canet Junior.
Porque sabia o significado exato da frase ''one million dolar''.

Passo em falso
O tema não foi comentado antes para não estragar a alegria da festa da vitória do Coxa, mas o Atlético deu em passo em falso quando impediu, no domingo, o presidente da Federação Paranaense de Futebol, Hélio Cury, de entrar em campo na Arena da Baixada para entregar o troféu de campeão ao Coritiba.
Alegou razões de segurança.

Melhor esconder
Se a Fifa tomar conhecimento disso, adiós Copa do Mundo em Curitiba. Então, vamos esquecer esta história, deletar a mesquinharia atleticana e, como diria o Fenômeno diante dos dois travestis cariocas, ''bola pra frente''.

Cópia merecida
O ''comentário'' do Fenômeno, acima, foi feito pelo José Simão na ''Folha de S.Paulo'' e é tão genial que merece repeteco.

Daltônicas
De catar milho
Se não estou respondendo aos e-mails de leitores que chegam diariamente, (contra ou a favor), tem motivo. No último sábado, ao descer a escada de uma panificadora, tive um acidente que me deixou com a asa esquerda engessada por 20 dias e me obriga a catar milho no teclado do computador.
Acidente este que foi descrito mais ou menos assim pelo neto Pedro, que me aguardava no carro, ao lado da mãe:
''Olha a 'Véia' carregando o bolo''.
''Olha a 'Véia' escorregando''.
''Olha a 'Véia' caindo''.
''Xiiiii, a 'Véia' danou-se!''.

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