RUTH BOLOGNESE
Hoje é o dia
Se a votação para eleger o presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), hoje, for com voto aberto, como defende o candidato Rafael Iatauro, chefe da Casa Civil do governo Requião, o mesmo candidato Rafael Iatauro tem muito mais chances.
Do contrário, com voto fechado, dobrado e secreto, tudo pode acontecer.
O porquê
Como qualquer deputado destePaís sabe, voto aberto é no pau da goiaba. Tudo o que se fez ontem pode, e deve, ser cobrado na hora do vamovê. Ou seja, na hora do voto aberto.
Cleiton & Cledir
O deputado Cleiton Kielse Crisóstomo (PMDB), que é advogado, ameaça pedir intervenção federal para que a Prefeitura de Curitiba construa viadutos e trincheiras na Linha Verde, ex-BR-116, que corta Curitiba de fora-a-fora.
Debate
Ora, nada contra o deputado Cleiton & Cledir debater trincheiras e viadutos. O que chama a atenção é que só agora, quando a Linha Verde está quase madura, e a campanha eleitoral se alevanta, o peemedebista ameaça paralisar a obra mais importante da gestão de Beto Richa.
Política
Como diria o comunistão Karl Marx, liberdade é o conhecimento da necessidade. Ou, fazer política é a arte de criar necessidades. E tirar uma casquinha na seqüência.
Carbono no futebol
O publicitário londrinense, Wagner Rodrigues, que já trabalhou nesta FOLHA, foi morar na cidade de São Lucas do Rio Verde, Mato Grosso, por conta da mulher, juíza estadual, e lá teve uma idéia inovadora. Fundou o primeiro time de futebol, o Luberdense Esporte Clube, com compensação de emissão de gás carbônico através do plantio de árvores.
É o projeto Jogando limpo com o Meio Ambiente.
Liverpool
Por conta disso, o Luberdense já tem até um patrocinador internacional, a TNC - The Nature Conservancy - onde um dos diretores é membro do Liverpool, time da Inglaterra, que pretende adotar o projeto.
De Rio Verde para o mundo. E podem anotar: o assunto vai bombar na imprensa nacional em questão de dias.
Lixólogo
O auto intitulado, (com muito orgulho), Lixólogo de Cornélio Procópio, Mauro Mello, escreve para contar que os equipamentos de reciclagem de lixo, comprados na administração do ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida, poderiam promover, atualmente, a inclusão social de, no mínimo, 300 recicladores e reduzir 70% do volume do lixo gerado em Londrina, com mais vida útil do aterro sanitário.
Mas, 3 gestões e 12 anos depois os equipamentos continuam guardados.
Igual à Alemanha
O sistema de tratamento do lixo foi criado no governo de José Richa, pelo lixólogo Mauro Mello e de lá pra cá, a empresa dele, de Cornélio Procópio, onde foi feito o projeto piloto, levou tecnologia para cidades tão diferentes como Florianópolis, Porto Alegre e Ibaiti. Até Arapongas aderiu.
E o sistema de Maringá, inaugurado agora, que veio da Alemanha, nada tem de diferente.
Responsabilidade fiscal
O que Mello pergunta é: e a responsabilidade fiscal não atinge administradores que não implementam equipamentos adquiridos e pagos com o dinheiro público pelo antecessor?
Pra não perder o trocadilho infame, sr. Mello, administradores com tal descaso para com o dinheiro público, é que deveriam ir para o lixo. E sem reciclagem.
Na Câmara
Ou como diz um londrinense sagaz: uma boa máquina de processar lixo deveria ser instalada mesmo é na Câmara de Vereadores de Londrina, onde a cada dia surge uma nova qualidade de roubalheira.
Emoção em Arapongas
Esta coluna quase nunca cede a fofocas pessoais, mas às vezes descamba porque ninguém é de ferro: em Arapongas o it do momento foi o flagra dado por uma patroa vigilante na procuradoria-geral da Prefeitura, onde um marido distraído se divertia em serviço.
Rodada total na baiana.
DALTÔNICAS
De descobertas
A pesquisa de comportamento descobriu que, separados no supermercado, marido e mulher não resistem a comprar uns cosméticos básicos ou uma caixinha da cerveja favorita. E quando se encontram, nenhum dos dois tem coragem de pedir a devolução dos supérfluos.
Daí que o desafio das lojas, agora, é mandar cada cônjuge para um lado diferente e mantê-los assim até a chegada na caixa registradora.





