RUTH BOLOGNESE
Futuro incerto
Único reitor da ativa de uma universidade federal que tenta sair candidato a prefeito de capital em todo o País (até rimou), Carlos Augusto Moreira, da UFPR, está à procura de um candidato a vice.
O perfil
Quem tiver interesse em ocupar a vaga e entrar nessa luta, é só se apresentar. Mas seria bom analisar o perfil, a personalidade e as condições apresentadas pelo cabeça-de-chapa. Para facilitar a decisão, adiantamos alguns itens:
1) Em termos de carisma pessoal, o reitor da UFPR se situa numa zona morta entre o Picolé do Chuchu e o cantor Oswaldo Montenegro;
2) É um Roberto Requião-dependente;
3) Conta com o estrategista Doático Santos para conduzir a campanha à vitória;
4) Será candidato pelo PMDB, o partido Gretchen: se mantém vivo só pelo rebolado. No caso, ideológico;
5) E, finalmente, o reitor da UFPR é tão popular junto ao eleitorado curitibano como um campeonato de balonismo: todo mundo olha por cinco segundos, fica com dor no pescoço e esquece imediatamente o que viu.
Então, alguém se habilita à vaga de vice?
Sem semancol 1
Na posse de Olympio Sotto Maior no Ministério Público do Paraná, anteontem, dois fatos chamaram a atenção: o mais longo discurso da história do Paraná, feito pela promotora de Justiça, Maria Tereza Uile Gomes, que falou por 1h20.
Deixou o governador Roberto Requião entre o roxo impaciente e o branco resignado. Mais pela longa exposição sobre utopia e política do que pelo conteúdo.
Exagero
E depois de Teresa e sua fala prolixa, quem surpreendeu, também, foi o ex-procurador-geral Milton Riquelme de Macedo que passou um pouco da conta nas loas e elogios ao governador Requião.
Dever cumprido
Na verdade, quem merece loas e elogios é o próprio Riquelme enquanto ocupante do principal cargo do Ministério Público no Paraná, por nunca, nunca mesmo, ter tocado num fio de cabelo de nenhum Requião contratado nos dois Governos Requiões.
Festa do Interior
O período Riquelme no MP poderia ter como tema aquela música da Gal Costa, ôFesta no Interior": por incrível que pareça a prática do nepotismo no Estado só foi devidamente denunciada nos municípios do Interior, tipo Jussara, Mandaguaçu, Barra do Jacaré e por aí vai.
Sem semancol 2
Agora, sem querer causar suscetibilidades mas o pessoal da nossa Justiça, de qualquer área, precisa com urgência mudar seus conceitos sobre posses e cerimônias oficiais. Geralmente os discursos são tão demorados, e num jurisdiquês tão complicado, que a platéia presente não pega no sono só mesmo por medo de sofrer uma liminar no ato.
O tempo, hoje, minha gente, urge.
Dois gatos
O prefeito Beto Richa foi almoçar, ontem, com o governador de Minas, Aécio Neves, em Belô. Ronronaram sobre política e gestão de cidades.
Segredos de Estado
O deputado Mauro Moraes (PMDB), presidente da Comissão de Segurança da Assembléia Legislativa, anunciou que o secretário de Segurança, Luiz Fernando Delazari, vai prestar esclarecimentos aos deputados na quarta-feira da próxima semana, às 10h, na sala de reuniões da presidência.
A primeira parte desta conversa será fechada. A alegação é a de que serão apresentados números sigilosos sobre a questão da violência no Estado.
Sem condição
Ora, se o secretário Delazari for à Assembléia pra manter sigilo sobre os dados da violência, é melhor que fique em casa.
Medo do quê?
Das duas, uma: ou o Governo tem medo dos próprios números e, principalmente, do choque que poderá provocar na população ao revelar a verdade, ou a Assembléia tem medo do próprio governo e cede neste pedido ridículo de manter sigilo.
As duas atitudes são lamentáveis.
Daltônicas
De pouco convencimento
A professora se esgoela, imitando a vaquinha, para gravar o som das letras. ''Então, a vaquiiiinha comeu o capiiiiim''.
E a Giovanna de 5 anos, com uma observação, reduz a zero todo o conteúdo pedagógico e a encenação: ''Mas quem faz assim é o carneiro''.
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