RUTH BOLOGNESE
Nepotistas, uni-vos!
Assim, como quem não quer nada, o Ministério Público do Paraná está debruçado sobre dados e nomes pesquisados por promotores de várias áreas. Aprofunda levantamentos sobre os nepotistas militantes que mantêm parentes contratados na Assembléia Legislativa.
Exigência
Como se sabe o MP solicitou, oficialmente, que a Assembléia tome tento e resolva a questão de uma vez por todas, a começar pelo presidente da Casa, Nelson Justus, que mantém um sobrinho no próprio gabinete.
Diante da resistência, que não é nem mais vergonhosa, é inqualificável, o MP volta à carga nos próximos dias contra os apadrinhados em geral. Vem que vem armado.
Novo presidente
E espera-se que, empossado no cargo, o novo procurador-Geral da Justiça, Olympio de Sá Sotto Maior, dê mais um empurrão firme nesta história mais antiga do que andar pra frente que é contratar o sobrinho, o primo ou a sogra pra trabalhar em gabinete.
Tem mais
Depois de dar uma geral na Assembléia, Sotto Maior deveria apontar os holofotes para todo o aparato oficial do Paraná, incluindo aí, Tribunal de Justiça, de Contas, Poder Executivo, etc., etc.
É um cardume de parentes tão grande que vai até o infinito.
Inveja mata
Pesquisa da ''Veja'' apontou os 6 governadores da safra atual que se tornaram bons gerentes da máquina pública sem fazer politicagem.
São eles: Paulo Hartung (ES), Aécio Neves (MG), Sérgio Cabral (Rio de Janeiro), José Serra (SP), Eduardo Campos (Pernambuco) e José Roberto Arruda (Distrito Federal).
O ''Fofo'', pelo jeito, ficou longe.
Presidência
O governador Roberto Requião não faz parte da lista de ''Veja'', mas em compensação, já foi lançado como candidato à presidência da República pelo ex-Disque Quércia. Duas vezes.
Não quer dizer muita coisa, mas antes um Orestes Quércia na mão do que uma ''Veja'' circulando contra.
Campanha
Já tem até marketólogo pensando num slogan da campanha presidencial para o governador Requião, na hipótese do povo brasileiro bilolar de vez e aceitar a candidatura. É antigo, mas pode funcionar:
''Com Requião Presidente, nem irmão será parente''.
Na Folha de S. Paulo
Documentos obtidos pela ''Folha'' revelam que, um mês antes do assassinato do líder sem-terra Eli Dallemole, o secretário Luiz Fernando Delazari, o comandante-geral da PM, coronel Nemésio de França Filho, e delegacia de Ortigueira, tinham sido alertados, oficialmente, sobre as ameaças.
Dallemole foi assassinado a tiros por dois homens encapuzados na noite de 30 de março, na casa dele.
E então, ninguém vai se explicar?
Lá...
O primeiro âncora da TV Brasil, o jornalista Luiz Lobo, foi demitido porque denunciou interferência do Palácio do Planalto no jornalismo praticado pela TV pública federal, lançada pelo governo Lula, em dezembro.
...como cá!
Para aprender um pouco mais sobre interferência de governo numa TV pública, o jornalista brasiliense deveria passar uns tempos na nossa TV Educativa.
Aqui não há interferência nenhuma do governo. Simplesmente porque quem faz a TV, da programação ao cafezinho, é o próprio governo Requião.
Em preparação
O vice-governador Orlando Pessuti cancelou a viagem que faria ao Japão, no final do mês, a convite do governo daquele país. Atende recomendação dos médicos que tratam de um problema na coluna.
Viagens longas, mesmo dentro do Paraná, estão sendo desmarcadas para permitir que o tratamento seja acelerado. O vice quer estar em plena forma para ajudar os companheiros nas eleições municipais.
Para o futuro
Orlando Pessuti planta apoio em 2008 para colher indicação ao governo pelo PMDB em 2010.
Daltônicas
De estranhos pedidos
Uma curitibana típica jura que viu com os próprios olhos que esta terra há de comer: na rodoviária de Maringá, às 5 horas da matina, duas velhinhas, bem arrumadas, se aproximam do cafezinho e o moço do balcão pergunta: ''Café?''.
E uma delas responde: ''Não, cachaça''.
E quando chegam os dois ''martelinhos'', as duas mandam ver, sem medo de ser feliz.
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