O senador da Hora
Ora, se o senador Alvaro Dias entregou para a imprensa um dossiê contra o presidente Fernando Henrique Cardoso, a estrela mor do PSDB e até agora nenhum tucano fez, sequer, um discurso no Senado pedindo a expulsão dele do partido, então minha gente, o senador mais bonito do Brasil pode ser chamado, também, de ''Senador Mais Pau Mandado do Brasil''.

Jogada tucana
Agiu de caso pensado, com o aval de FHC e objetivo bem definido: entregar os anéis, ficar com os dedos e salvar a CPI dos Cartões Corporativos para continuar fustigando a família Lula.

Gastos de menos
Afora uns objetos estranhíssimos, como um pênis de borracha, o dossiê mostra que os gastos de FHC enquanto presidente, e de dona Ruth, não comprometem ninguém. Ou um presidente não pode tomar vinhos finos e uma primeira dama não deve comprar bibelôs para presentear visitantes estrangeiros?
Criticar umas mordomiazinhas do poder é coisa de pobre. Até plástica vale se o objetivo for se apresentar bem em nome do Brasil.

Gastos demais
Mas a jogada tucana, na verdade, para manter acesa CPI dos Cartões, é mostrar que, diante dos gastos da família Lula, as mordomias de FHC são coisa de loja de R$ 1,99.
E aí entra o senador Alvaro Dias, o queridinho da mídia brasiliense para espalhar o dossiês e afins.

Assédio total
Um jornalista paranaense que esteve com o senador Alvaro Dias nesta semana conta que, em meia hora de conversa, metade daquelas estrelas globais, de Délis Ortis a Alexandre Garcia, da ''Folha de S.Paulo'' ao ''Estadão'', todos ligaram no celular do Senador.
E ninguém saiu de mãos, ou celular, abanando.

Com os Maçons
E pelo jeito, o objetivo tucano foi alcançado: a CPI dos Cartões revigorou-se, Alvaro Dias desafiou a ministra Dilma Roussef, da Casa Civil, e responsável pela liberação das verbinhas lulistas para depor, sob juramento, e o circo está armado de novo.
Mas hoje ele dá um tempo no debate para receber, em Curitiba, o título de Grande Benemérito da Ordem da Maçonaria Nacional. E amanhã segue para Carambeí.
That's our Alvaro Dias!

Polícia sem controle
O esforço da Prefeitura de Curitiba em tentar amenizar a pauleira da Guarda Municipal por cima dos estudantes que pediam passe livre no transporte coletivo foi tão grande que só faltou dizer que os meninos é que se jogaram sobre os cassetetes dos policiais. E que um deles olhou tanto pra trás que quase quebrou o pescoço.

Tudo preparado
Em 100% dos casos, quando acontecem episódios como este, de polícia bater em manifestantes, os governos de plantão apontam a oposição como responsável.
Claro que é. Sempre é, porque Oposição existe só pra isso e democracia pressupõe contradição. Saber lidar é função de quem está no poder. Cadê?
Como já aconteceu no caso da sogra fantasma da Assembléia e, depois, no caso do primo fantasma, também da Assembléia, o prefeito Beto Richa se encolheu.
É um erro: as eleições estão aí e chegou a hora desse prefeito bronzeado mostrar seu valor.

Alôôôô!
Atenção, Gleisi Hoffmann: os eleitores que votam pra prefeito da Capital nas eleições de outubro estão no município de Curitiba.
Fazer campanha na simpática Campo Largo, a 30 km da Capital, poder fazer bem pro ego, não pras urnas.

Oficinas a mil
Uma coisa leva à outra: aumenta o número de carros e, consequentemente, o número de acidentes na Capital. Para se fazer um conserto num veículo, por mínimo que seja, há que se entrar numa fila de espera de 15 dias. Ou mais.

Em casa nova
O jornalista Fábio Campana começa no próximo dia 15 a fazer comentários e análises políticas na rádio Banda B, programa do deputado Luiz Carlos Martins, líder de audiência na Capital.
Como o público é popular, Campana terá que esquecer o sotaque carioca e as engenharias políticas.
E partir pro tchca tchca na bucthaca...

Daltônicas

De duas condições fundamentais
Pra viver muito e bem, são duas as condições fundamentais: ser magro e ter dinheiro. O resto se resolve.

[email protected]

mockup