Elefante na fronteira



A Itaipu Binacional se prepara para construir um novo edifício administrativo em Foz do Iguaçu ao custo espantoso de R$ 100 milhões. Como tudo o que se faz do lado de cá da fronteira, tem que ter similar do lado de lá, outro prédio, das mesmas proporções, será erguido no Paraguai.
E lá, em plena campanha presidencial, calcular custos é tarefa inglória.

De Niemeyer
Os dois projetos já estão prontos e são de autoria de ninguém menos do que o centenário arquiteto Oscar Nyemeier. O Edital de Licitação foi publicado (sem muito alarde) e o prazo de construção das obras deve ser curto.
A tempo do presidente Lula inaugurar em 2010. Aqui e além fronteira.


A razão
Tudo muito bom, tudo muito bem, mas vem cá, não foi outro dia que a Itaipu Binacional inaugurou suas duas últimas turbinas, dando o projeto por concluído depois de 30 anos?
Então, agora vai construir um novo elefante na fronteira só pra abrigar o administrativo?
Haja vontade de fazer obras, hein Jorge Samek?


Muita cana
Por falar em vontades: o presidente Lula garantiu ao governador Requião os recursos para construir o maior álcoolduto do mundo que vai ligar a zona de produção de cana do Mato Grosso até o Porto de Paranaguá.
Não é piada. E o álcool é só pra combustível, viu gente?

Aviso aos navegantes
Se existe alguém que não está minimamente preocupado com as denúncias da Oposição na Assembléia sobre as andanças do secretário de comunicação, Airton Pissetti, na campanha presidencial paraguaia, é o chefe dele, Roberto Requião.
Porque prescinde da função.

Orçamento complicado
Quem fez as contas foi o site mais aguerrido do Paraná, o Linguaditrappo, de Foz do Iguaçu: a ex-diretora financeira da poderosa binacional Gleisi Hoffmann, candidata do PT à prefeitura, está sem o salário de US$ 17 mil desde abril de 2006.

Rombo
Como não trabalhou de lá pra cá, o rombo orçamentário é de US$ 391.000 dólares. Como diz um amigo muito próximo: como é que ''vévi''?

Curitiba da Paz
E enquanto a violência campeia pela cidade e menores atiram primeiro e assaltam depois, dona Gleisi contou em seu blog diário que o mote do PT na campanha eleitoral ''Curitiba Cultura da Paz'' vai trabalhar o ''protagonismo individual de todos os cidadãos''.


Tiroteio diário

Protagonismo individual, minha cara Gleisi, é a definição que os mórmons dão para o sexo solitário.


Doentinhos
Ontem, o vice-governador, Orlando Pessuti, deixou o hospital depois sofrer com as dores lombares, o secretário de Segurança, Luiz Fernando Delazari, está andando de muletas por conta de incidente praticando esportes e, por motivos óbvios, pelo menos metade do primeiro escalão sofre de pressão alta.
Já é hora de jogar água benta na Escolinha de Governo.

Beto, o retorno
Começaram a pipocar por Curitiba, de novo, os adesivos com aquela frase ''Deixa o Beto trabalhar'', numa referência às denúncias de sogras e primos fantasmas que o prefeito de Curitiba esqueceu no armário do gabinete quando era deputado.

Sem tropeços
É bom o mote. E pode ser traduzido assim: ''chiiiii, não tirem a concentração que hoje o Beto está trabalhando. Senão, ele se distrai, trupica num toco, e aí sim, que não trabalha nunca mais''.

Parecidos também

Nesta linha de pessoas muito parecidas, quem notou foi o Paulo Sérgio, de Curiúva: o presidente do Equador, Rafael Correa, é quase igual ao deputado Ricardo Barros de Maringá.
Devem ser primos também. Retiro: não são primos não, porque se fossem o meu amigo Ricardo Barros já tinha tirado uma vantagenzinha da situação.

Daltônicas
De última vontade

Já mais pra lá do que pra cá, o vô alemão fez um último pedido: queria tomar uma cerveja. A nora fez-lhe a vontade e quando contou para o médico, esperando bronca, recebeu como resposta um vago gesto de ''deixa pra lá, esta ele merecia''.
Era um bom médico. E gostava de cerveja.

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