RUTH BOLOGNESE
Nossos homens em Brasília
O ministro Reinhold Stephanes, da Agricultura, revelou que o Brasil já mandou carne sem pedigree para europeu comer;
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, admitiu que o governo bobeou na fiscalização dos cartões corporativos.
Na sinceridade
As revelações acima foram feitas nas últimas 36 horas. O que significam? Ou a água de Brasília provoca um excesso de sinceridade nos paranaenses (que não atinge deputados e senadores, porém), ou os dois ministros andaram acreditando por demais no lado bom da humanidade.
Primeiro passo
Mesmo sem ter deixado bem claro de quem é a responsabilidade direta nestas duas recentes patacoadas, Bernardo e Stephanes pelo menos assumem que o governo Lula tem culpa no cartório.
Picareta é pouco
Pior era o Fernando Henrique que ao ser questionado sobre qualquer problema de governo, reagia exatamente como o picareta de automóvel diante do novo dono do carro. ''Ah é? Então o motor fundiu, é? Mas que coisa!''
Botox e Dona Marisa
Entre as despesas que o governo Lula não quer reveladas está o gasto de R$ 53 mil e lá vai pedrada do cartão corporativo da nossa primeira dama, Marisa Letícia. Gastos com cremes franceses e dinamarqueses, injeções de botox e afins.
Supérfluo, não
Peraí, companheiras: qual brasileira, na história deste País, que há de criticar a primeira dama por gastar dinheiro público com seus hidratantes e emolientes? Quem entre nós não entrega, sorrindo, o dedo mindinho por um anti-rugas de efeito imediato?
Isso não é gasto supérfluo, minha gente! É garantia de felicidade.
O que vale a pena
O filósofo de botequim é quem tem razão: ''Gastei grande parte do meu dinheiro com mulheres, noitadas e bebidas. O resto, desperdicei.''
Em busca do poder
Aquela trinca de deputados (Marcelo Rangel-PPS, Douglas Fabrício-PPS, Alexande Curi-PMDB, Stefhanes Júnior-PMDB, Barbosa Neto-PDT, e Ney Leprevost-PP), capitaneados por Marcelo Almeida (PMDB), todos já bem passadinhos, mas que ainda querem ser chamados de ''nova geração'', escantearam o Ratinho Júnior (PSC) do grupo.
Por que não tinha a mesma unidade de pensamento.
Sonho alto
A falta de unidade de pensamento de Ratinho Júnior, no caso, é que ele quer ser prefeito de Curitiba, governador do Paraná e depois presidente da República.
Se for por isso, deixem o moço à vontade: a chance do Brasil ter o presidente Ratinho, por exemplo, é a mesma da Lady Francisco, agora Francisccu, virar primeira dama.
A senha
Alguém ainda quer saber a senha para entrar no grupo destes jovens deputados que estão fazendo cursinhos preparatórios para mandar os Requiões, os irmãos Dias e o PT inteiro pras cucuias e tomar o poder no Paraná?
É meio a James Bond: ''O russo pode entrar, mas é melhor deixar os países baixos de fora''. A tradução para o português aqui, neste mesmo Bat Canal, amanhã.
O retorno
O delegado Fernando Francischini, positivo atuante em alguns enroscos eleitorais de vários partidos aqui no Paraná e atualmente na Polícia Federal em Sampa, ensaia o retorno para assessorar a Guarda Municipal de Beto Richa. Se efetivado, muita gente forte do PSDB vai chiar.
Agora, de bem
O prefeito Nedson Micheleti e a rede Wal-Mart já estão de bem. Este sim é o primeiro milagre de fé, irmão camarada na administração petista em Londrina. E dos bons.
Simpatia é quase amor
Com a simpatia de sempre, o senador mais bonito do Brasil, Álvaro Dias, mandou um e-mail assim para esta coluna: ''Que bom. Está de volta e sei, com a corda toda. Sucesso. Abraços''.
Be-le-zi-nha!
Firmando posição
1) Não tem que vender bebida alcoólica nas estradas brasileiras, coisíssima nenhuma. Pode não ser a solução definitiva, mas pelo menos dificulta.
2) Alegar segurança nacional para esconder despesas da presidência da República é conversa pra boi dormir. Gastou dinheiro público? Justifique.
Daltônicas
De aprendizados
Nessa vida, até a tomar leite, o alimento básico, há que se aprender. Ela ensina: ''Abro a geladeira, pego o longa-vida bem gelado, encho um copo e vou tomando aos goles, bem devagar. É uma delícia.''
Falando assim, convence.





