RUTH BOLOGNESE
Quando a sardinha é nossa
O Ministério da Agricultura concluiu que as multinacionais Bunge, Mosaic e Yara montaram um oligopólio na área de fertilizantes, responsável pelo aumento dos custos das lavouras. O ministro Reinhold Stephanes quer mobilizar as cooperativas do Paraná e Mato Grosso para construir duas novas fábricas e escantear as estrangeiras.
Com inveja
A imprensa nacional já correu para lembrar que Stephanes é paranaense e está puxando a sardinha pro nosso lado. Que se lasquem. Nesta federação brasileira que nos rodeia o Paraná só é lembrado quando tem que por a mão no bolso. Já está mais do que na hora de ganharmos alguns trocados. Ou algumas sardinhas.
No tapetão
Até a revista Época comentou esta semana: os deputados Ratinho Júnior e André Vargas fizeram uma consulta à Justiça sobre se o prefeito Beto Richa pode sair candidato à reeleição. Alegam que, por ter assumido o cargo de prefeito na gestão de Cássio Taniguchi, ele já foi reeleito.
Tem sentido
No pau da goiaba, o tapetão que os dois deputados (ambos de olho na prefeitura da Capital) estão tentando puxar tem lá sua razão de ser: no exercício do cargo, Beto Richa chegou a cancelar o aumento das passagens de ônibus decretado pelo prefeito Taniguchi.
Se isso não é exercer o mandato de prefeito, então meu Deus do Céu, vamos entregar os betes.
Bem cotado
Como se sabe, nosso Alberto Roberto anda muito bem cotado (não confundir com bem dotado) nas pesquisas na Capital e só uma grande manobra, ou um tapetão como este aí do Ratinho e do Vargas, pode atrapalhar a reeleição.
Sob o signo do medo
Imaginem, portanto, o pânico que uma ameaça dessas provoca nos Beto Boys, aqueles mocinhos da prefeitura que só conseguem enxergar um futuro risonho com Beto reeleito, Beto no Palácio Iguaçu, Beto em Brasília, Beto no Capitólio e por aí vai...
Lá...
Sobre estas tentativas de abater candidatos em pleno vôo, uma velha máxima que vem desde os tempos dos Kennedys retorna sempre em períodos pré-eleitorais nos EUA, como agora.
Dizem que lá só duas coisas podem derrotar um bom candidato à presidência: ser encontrado com uma moça morta ou com um rapaz vivo.
...e aqui
Aqui, pelo jeito, nada é capaz de abater um político, nem quando é surpreendido com a mão no jarro ou em qualquer outro lugar. Ou nem mesmo com um cartão corporativo na mão.
Ele sempre volta, vitorioso.
Parentesco
Uma escola de samba de Curitiba, algo absurdamente contraditório, apresentou no desfile do Carnaval 2008 na avenida (escura e chuvosa) o enredo sagaz, intitulado ''Jesus é bom à beça!''.
O tema tem algo a ver com o Reinaldo Bessa, o colunista social mais celebrado da Capital? A pronúncia é a mesma.
Ambiente tenso
Vem ano, vai ano, e a Prefeitura de Curitiba continua patrocinando as nossas escolas de samba. Escolas, por sinal, que nunca conseguiram ensinar nada sobre o assunto em questão.
É que samba e curitibano quando se encontram, deixam o ambiente meio tenso. Movimentos cadenciados e ligeiros de um lado e rigidez cadavérica de outro.
Tem gente que gosta
Thanks pelas várias manifestações de boas vindas pelo retorno da coluna, recebidas ontem. Entre elas, a de políticos que não ousam dizer o nome, o vice-governador Orlando Pessuti, que ousa dizer que gosta da imprensa mesmo sendo vice de quem é, o Sidney de Foz do Iguaçu, e os fiéis amigos de sempre.
Inteligência total
Ao contrário do governador Requião que, em silêncio obsequioso determinado pela Justiça, afirma que os paranaenses inteligentes nem precisam mais ouvi-lo para saber o que ele pensa, esta brava colunista tem que escrever todos os dias.
Sem isso, no money no final do mês.
Com razão
E esta sintonia total entre o pensamento do governador Requião e os paranaenses inteligentes pode ser comprovada pelos fatos: mais de 90% da soja plantada no Estado é transgênica, por exemplo.
Daltônicas
De desvantagens
O gurizinho de 5 anos não gosta e não encontra a menor vantagem em ter dois irmãos ao invés de um só. E tem até bons argumentos.
- ''O Danoninho, por exemplo, vem sempre em dois'', diz.





