RUTH BOLOGNESE
A elite sempre alerta
A próxima grande oportunidade da elite curitibana mostrar que não gosta, não aprova e quer ver morto e esturricado o governo Requião será no dia 4 de dezembro, na comemoração dos 70 anos do ex-governador Jaime Lerner.
Com frango e polenta
Desta vez o cardápio polenta e frango de Santa Felicidade, a R$ 25,00 por cabeça no restaurante Dom Antônio, vai dar sustância aos discursos.
É o Movimento Pró-Paraná mais aguerrido e guerrilheiro do que nunca.
Em frente, sempre
E não é por falta de movimentos civis que o nosso glorioso Estado deixará de ir pra frente: além do Pró-Paraná, temos, também, o ''Nós Podemos Paraná'', dos industriais.
Não é nada, não é nada...pelo menos dá lucro pra clubes e restaurantes.
Com dó
Apesar de reconhecer o mico, esta coluna não teceu nenhum comentário sobre aquela gafe do governador Roberto Requião, que caiu no conto da internet e criticou a venda de terras da Amazônia para grandes grupos internacionais.
Ficou com dó.
Mudança
As notícias que vêm dos bastidores da Granja do Canguiri indicam que o governador Requião anda se lamuriando pelos cantos, decepcionado com a tigrada do governo, gente em quem ele confiou totalmente. Até chorar, já chorou por causa disso.
O El Supremo virou Bob Esponja.
El Rei
Mas a solidariedade para com o momento difícil do nosso representante maior, não impede de se apoiar integralmente a idéia da oposição que pensa em convidar V. Majestade, o rei Juan Carlos, de Espanha, para participar da Escolinha de Governo, que acontece todas as terças-feiras em Curitiba.
Ordem da Corte
Só pra repetir a mesma frase, e com a mesma ênfase, com que o rei espanhol disse ao compaÀero Chávez, de dedo em riste:
''Cálla-te, Requion''.
A cara de um...
São muitos pontos em comum entre o governador do Paraná e o presidente da Venezuela, a começar pela vocação absolutista e a terminar na utopia socialista.
...focinho de outro
Mas nada se compara à capacidade de ambos de dizer besteiras homéricas para públicos errados, em horas erradas.
É uma auto-sabotagem permanente. Falta de inteligência emocional.
Na rabeira
Concurso da revista Viaje Bem (que tem a foto de SC na capa com suas belas praias), no item de Melhor Estado para ser visitado o Paraná ficou em 10º lugar, o último colocado.
Contradição
Na mesma pesquisa, Curitiba aparece em 4º lugar como a Melhor Cidade para ser visitada e o Hotel Águas Thermas de Jurema (Campo Mourão) como segundo colocado em Melhor Hotel Thermas e o Spa da Lapinha como o melhor do Brasil.
Ou seja, tirante o Paraná como Estado, todo o resto é bom demais.
Sem soda
A crise do leite com soda caústica e acetona revoluciona costumes. A Witmarsum, tradicional produtora de leite aqui do Paraná está oferecendo a entrega do produto na casa do consumidor, em garrafinhas de plástico especiais. Garantia total de pureza.
De carroça
É a volta aos velhos tempos do leiteiro de carroça deixando o leite na escadinha do portão de entrada das casas de madeira.
Nos tempos que correm, um caminhão frigorífico com entrega programada em condomínios de luxo, lógico.
Anos de chumbo
O Instituto Salesiano de Curitiba está fazendo um levantamento documental sobre a participação da igreja do Paraná no apoio aos perseguidos políticos nos anos de chumbo da ditadura militar.
Freiras
Em destaque o papel das freiras, de diversas ordens religiosas, que davam abrigo a jovens fugitivos da polícia e acompanhavam audiências para depois levar os relatos às famílias dos réus.
Coluna Prestes
O trabalho é orientado pelo jornalista Milton Ivan Heller, autor de vários livros sobre o tema, entre eles a passagem da Coluna Prestes pelo Paraná.
Em primeiro lugar
A literatura local anda em boa fase. É de um paranaense o primeiro lugar na lista dos mais vendidos da ''Veja'' desta semana: o livro do jornalista Laurentino Gomes, nascido e criado no Norte do Paraná, ''1808'', sobre a fuga da família real portuguesa para o Brasil.
Daltônicas
De histórias de médicos e de loucos
O médico mostra as fotos e, orgulhoso, conta que reconstruiu a face do jovem de 23 anos que havia tentado o suicídio dando um tiro no queixo. Foram 14 horas de trabalho, paciente e meticuloso.
Três meses depois, outro tiro e no queixo de novo. Mas, desta vez, fatal.





