RUTH BOLOGNESE
Vestígios do Banestado
A Universidade Estadual de Londrina (UEL) tem cinco projetos de lazer e cultura já aprovados em Brasília, mas que não saem do papel por conta dos títulos do Banestado, que mantêm o Estado do Paraná como inadimplente. Os ministérios não liberam os recursos porque o cadastro negativo do Estado bate na trave do Siafi - Sistema Integrado de Administração Financeira.
Amor ao cliente
Nunca, na história da Prefeitura de Curitiba, um banco foi tão gentil com os funcionários públicos como o Itaú está sendo agora. É cartinha de amor pra lá, oferta de crédito fácil pra cá, brindes à vontade, declarações de amor, promessa de tratar dos calos e por aí vai.
Medo de perder
Tudo isso para não perder definitivamente os clientes para o concorrente. A partir de novembro, os quase 40 mil funcionários públicos municipais, ativos e inativos, serão pagos através do Santander, vencedor da licitação para atender a prefeitura, feita no passado.
O valor da folha de pagamentos do funcionalismo da Capital não é de se desprezar: R$ 780 milhões.
Valor alto
O Santander pagou R$ 140 milhões pelo direito de processar a folha de pagamentos e venceu Itaú, Real e Bradesco. O preço pago representa R$ 3.500,00 por funcionário, o mais alto obtido em negociações do gênero. E para ficar com a folha, o banco espanhol terá que abrir mais nove agências, no mínimo, pela cidade.
Apostou alto mesmo.
Descontentes
Enquanto isso os funcionários públicos estaduais andam reclamando mais do que nenê novo com fome por causa da cobrança das taxas do Banco do Brasil aqui no Paraná. Como se sabe, o governador Requião rompeu o contrato com o Itaú e as contas do governo, com folha de pagamentos e afins, passaram todas para o BB e a Caixa Econômica Federal.
Comprando briga
Deputados paranaenses, tanto os federais como os estaduais, não gostaram nadica de nada de ver dona Gleisi Hoffmann levar para Brasília, nesta semana, 22 das 24 perfumadas prefeitas de cidades locais, independente da cor partidária. Na agenda, encontros com a poderosa Dilma Roussef e com o ministro Mares Guias.
Cabreiros
Políticos em geral tem mais ciúmes uns dos outros do que namorados apaixonados. E quando vêm uma rival em potencial agindo por conta própria, ficam muito cabreiros.
Pato Branco na Globo
O povo de Pato Branco, no Sudoeste paranaense, está dividido com o personagem Bozena, interpretado por Alessandra Maestrini, no programa humorístico ''Toma Lá, Dá cá'', da Globo.
Diarista ruiva
Todas às terças, Bozena, que é ruiva como eu e diarista dos casais (Miguel Falabella/Adriana Esteves e DiogoVilela/Marisa Orth) simplesmente arrasa, quando entra com seu sotaque de ''es'' absolutamente fechados, típico dos gaúchos que colonizaram o Oeste do Paraná.
E suas intervenções sempre começam com ''Lá em Pato Branco....''
Só com humor
O povo patobranquense, que já tem um filho (Alexandre Pato) jogando no Milan deve mais é montar fã clube para a simpática ''White Duck'', que dá o maior Ibope. Só o humor salva o mundo.
O bom jornalismo da FOLHA
Belo trabalho da repórter Luciana Pombo, da sucursal de Curitiba, na FOLHA de ontem. Revelou, com exclusividade, os questionamentos da ParanáPrevidência sobre as aposentadorias do Ministério Público Estadual.
Pavarotti
Duas lembranças do tenor Luciano Pavarotti, que morreu na Itália: numa visita ao Brasil, a alguns anos, um repórter lhe perguntou o que seria necessário para se fazer uma boa massa italiana. A resposta: dois tomates bem maduros, um dente de alho, azeite de oliva e macarrão. Simples e definitivo.
Sósia
E nas fotos, Pavarotti é uma cópia quase fiel do colunista político curitibano, Fábio Campana, um admirador dele.
Daltônicas
De cigarras
No turismo rural, a menina da cidade ouve o canto das cigarras pela primeira vez e pergunta: ''Quem foi que ligou elas?''





