RUTH BOLOGNESE
Visita de Lula
Impressões da visita do presidente Lula, ontem, ao Paraná: é o governador Requião com os eternos pobres de Puebla e o presidente sindicalista colocando os pobres contra os ricos e vice-versa.
Isto aqui está virando uma imensa Venezuela.
O Paraná em Brasília
Primeiro foi o ex-prefeito Cássio Taniguchi, que trocou a Câmara para trabalhar na área de Planejamento Urbano do Distrito Federal. Agora é o ex-ministro da Saúde Alceni Guerra que vai transportar para lá a experiência do ensino integral de Pato Branco, que implantou quando era prefeito.
É assim que o Paraná começa a fazer sucesso em Brasília.
Sob mira
Um discreto ''perdigueiro'' anda levantando dados sobre a assessoria política privada que trabalhou para a ex-diretora financeira da Itaipu Binacional Gleisi Hoffmann quando ainda exercia o cargo.
Trata-se da Giusti Comunicação, empresa de São Paulo, que prestou serviços ao secretário de Segurança, Luiz Fernando Delazari, no governo passado.
Era para projetá-lo na imprensa nacional.
Equívoco
Petistas ortodoxos são contra o discurso de apoio e proteção total aos pobres, fracos e oprimidos que Gleisi Hoffmann vem fazendo como pré-candidata do PT à prefeitura de Curitiba.
O foco está errado, garantem.
Pela classe média
Bem, na qualidade de mulher loura, bem cuidada, mulher de ministro, com formação acadêmica e sotaque curitibano, Gleisi se identifica muito mais com a classe média local. E é aí que deve investir durante a campanha.
Afinal, 350 mil bolsas-famílias que o governo Lula distribui na periferia de Curitiba já garantem o voto dos oprimidos.
Faz sentido.
Pugliesi x Pugliese
A decisão da juíza Renata Maria Fernandes Sassi, de Arapongas, Norte do Estado, reconhecendo a nulidade do contrato entre o município e o Banco Santander, colocou mais pimenta na relação do deputado Waldyr Pugliesi, líder do PMDB na Assembléia e seu sobrinho, o prefeito de Arapongas, Beto Pugliese.
Só chapa branca
Quando era prefeito, Pugliesi (o tio) colocou as contas dos servidores municipais em bancos oficiais (Banco do Brasil, Caixa Econômica e Banestado). Com a ascensão de Pugliese (o sobrinho), as contas foram transferidas para banco privado.
Aí começaram os pitis entre os dois.
A vez da Justiça
E-mail do Ministério Público do Paraná, enviado ontem: ''em relação à nota 'Bem guarnecido', publicada na coluna desta sexta-feira (24), o Ministério Público do Paraná informa que a análise das contas da instituição do exercício de 2006 sequer foi concluída pelo Tribunal de Contas''.
Sem questionamentos
E continua: ''Ou seja, não existe até o momento questionamento do TCE sobre essas contas. Também não houve nenhum pagamento de obras em duplicidade feito pelo MP-PR, nem em 2006, nem em anos anteriores. As contas de 2005, por sua vez, foram aprovadas pelo Tribunal de Contas à unanimidade e o MP junto ao TC questiona alguns itens apenas sob o ponto de vista formal, cuja discussão já foi superada''.
Com a bola, o Tribunal de Contas do Paraná.
Concursos do TRT
Uma longa carta da juíza-presidente do TRT da 9 Região, Wanda Santi Cardoso da Silva, informa que o concurso para juiz do Trabalho no Paraná em 2004 aprovou, sim, 4 servidores da mesma Justiça do Trabalho, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Os aprovados tinham, em média, 7 anos de exercício nas varas do Trabalho e gabinetes de magistrados e todos haviam cursado especializações ou mestrado. Preparados, portanto.
Amizade não vale
Afirma, ainda, a juíza-presidente do TRT que no concurso finalizado em 2007 a concorrente que se classificou em primeiro lugar havia sido colega de trabalho do membro da comissão julgadora indicado pela OAB-PR, mas por curto período e que o nome dela constava na página da internet do escritório do membro julgador por uma falha na atualização do site.
Muito tempo
A juíza-presidente escreveu a carta por causa de uma nota publicada aqui em 21 de julho onde um advogado do interior do Paraná colocou em dúvida a lisura dos dois concursos.
Este esclarecimento veio um pouco tarde, mas veio. Quando se trata de jornal diário, tem que ser vapt-vupt, senão o leitor esquece.





