RUTH BOLOGNESE
A sogra é tua
Pensando bem, o prefeito da capital, Beto Richa, é o único político brasileiro prejudicado pela contratação de uma sogra. E que nem é dele.
Discrição
E a sogra em questão, de Ezequias Moreira, chefe de gabinete da prefeitura, Verônica Durau, foi exonerada do cargo que tinha na Assembléia Legislativa justamente por exercer uma qualidade nem sempre encontrada em parentes do gênero: sua discrição era tanta que nem ao trabalho comparecia.
Presença total
Pior, muito pior do que dona Verônica são os parentes do governador Requião que insistem em comparecer ao trabalho, todos os dias. É quando a turma decide mostrar serviço que começa o perigo.
E como se sabe, fora a própria sogra, Requião contratou todos os Requiões desta geração no atual governo. E está se preparando para garantir a próxima.
Sem compreensão
Mas o verdadeiro espanto nesta história da sogra-fantasma na Assembléia do Paraná ainda permanece um mistério: como é que uma funcionária é contratada para trabalhar no gabinete de um deputado, Beto Richa, que termina o mandato, vira vice-prefeito, prefeito, já se prepara para se reeleger e ninguém sabe dela, ninguém viu?
E o salário sendo pago, todos os meses?
Sem condições
Vamos e venhamos, uma Assembléia com uma história torta destas, tem lá condições de cobrar o fim do nepotismo no governo?
Rosinha e o canarinho
Na fase sensível da vida em que se encontra, o deputado Dr. Rosinha, do PT curitibano, enviou um artigo ontem para os jornais onde explica por que não se tornou um canário-do-reino.
Uma explicação que, se não fosse dada, poderia balançar os pilares da República.
Repressão
E afinal, explicou o deputado, não se tornou um passarinho porque era canhoto e foi reprimido pela professora, o que influenciou na capacidade de decisão dele e matou na raiz a vontade que tinha de sair cantando fino por aí.
Resultado: o Paraná perdeu um canário-do-reino. Mas ganhou uma flor, o Dr. Rosinha.
Novo discurso
O que se espera do reeleito presidente da Federação das Indústrias do Paraná, Rodrigo Rocha Loures, é que deixe de vez aquele papo morno de ''estratégias de longo prazo para fortalecimento da indústria'' e tome tento na vida.
A reeleição, para qualquer cargo, quando não acaba com o sujeito por causa do repeteco, dá uma nova chance de mostrar a que veio.
Em vão
E nesta campanha para a presidência da Fiep, em nome do governador Requião a oposição aprontou umas e outras e a situação se fez de ''mais uma vítima do Palácio Iguaçu''.
O resultado mostrou que Requião não se envolveu, não perdeu e nem ganhou. Os eleitores não estavam nem aí pra isso.
A toda
A desistência do cargo de promotor fez bem ao secretário Luiz Fernando Delazari, da Segurança. Em menos de 24 horas, as polícias Civil e Militar e comandados dele prenderam a quadrilha que aterrorizou Ortigueira.
Eficientíssimo.
Confusão na Copel
E o prêmio de melhor empresa de energia de 2006 embaralhou a cabeça da Copel. Em maio, a empresa decidiu inovar a cobrança da conta de luz, mas só arranjou dor de cabeça. Para si e para os usuários.
Novo modelo
O novo boleto, impresso em papel daqueles que parecem recibo de caixa eletrônico, deu em geléia geral. Quem pagou maio por aquele boleto passou a receber um aviso atrás do outro informando de atraso. Em julho, a Copel voltou ao boleto antigo, emitiu conta zero aos supostos devedores de maio.
E para zonear ainda mais, na conta de agosto continua apontando atraso na conta de maio e nem toca na conta de julho.
Dá pra entender uma salada destas?
Daltônicas
De aposta climática
Vestibulandos em geral torcem sempre para que faça muito frio em Curitiba. É o maior antídoto contra todos candidatos do Rio de Janeiro pra cima.
Chega julho e a debandada é geral. Ninguém aguenta estudar tiritando.





