Nepotistas, a saída
Atenção Companhia Siderúrgica Nacional, empreiteiros da construção civil e indústrias em geral: não será mais necessário importar mão-de-obra especializada da Índia ou da China para trabalhar no Paraná.
Dentro em breve milhares de trabalhadores-parentes de autoridades do Governo, do Tribunal de Contas, dos deputados e afins estarão no bico do urubu.
A Justiça tarda, mas não falha!

Meia retrospectiva
O meio do ano santo de 2007 já está aí pra ninguém botar defeito e já que o Governo fez um balanço provisório das contas, vamos fazer uma meia retrospectiva da política e da administração local. Eis fatos mais importantes desde a posse do Trigoverno:

1) Sumiram: o padre Roque Santeiro, o Doático Santos e o jaquetão azul;
2) Fora o Carnaval, 28 aulas na Escolinha de Governo. Duas calmas;
3) 802 dúzias de aparições de Roberto Requião na RTVE;
4) 56 xingamentos do governador contra a imprensa, mas sem dedo quebrado;
6) Nenhum novo Requião no Governo por falta de quórum;
7) Uma viagem e dois passeios, Japão e Paris;
8) R$ 10 milhões do Banestado sem perdão;
9) Uma mentira sobre o orçamento estadual;
10) A Sanepar fez água e a Ceasa virou um pepino;
11) O Porto de Paranaguá pede água;
12) Dois secretários, Segurança e Fazenda, que não são, mas estão;
13) E uma equipe de Governo que ninguém sabe, ninguém viu!

A Grande Mudança
Mas a grande mudança que o governo realizou não há como negar: por causa das reformas internas, todo o staff do primeiro escalão saiu do Palácio Iguaçu (Primeiro Gabinete inclusive) e está temporariamente instalado no Palácio das Araucárias, ali do lado.

De volta
Se a gente não cuidar, todos voltam para o Iguaçu e aí o governo Requião vai começar, de fato. O que, mais uma vez, comprova a tese da ''Lady Murfy'': não existe situação tão ruim que não possa piorar.

O senador, o salário...
O senador Osmar Dias trabalhou direitinho na Comissão de Assuntos Econômicos para aprovar medidas de valorização do salário mínimo, entre elas, a antecipação da data base de reajuste para o começo do ano.


...e o Renan
Mas nenhum trabalho técnico, ou mesmo político, vai salvar a biografia do senador Osmar Dias e seus colegas da Casa Maior, se aquele presidente de nome Renan continuar no cargo.
É marca (contra) pra carregar o resto da vida.


O PT em ação
A ex-candidata ao Senado, Gleisi Hoffmann, está percorrendo a periferia de Curitiba em plena campanha para a prefeitura. Conta com total respaldo do PT na Capital e do marido-ministro Paulo Bernardo.

Discurso pronto
Sem falar diretamente, mas sinuosa como só uma mulher sabe ser, a loura Gleisi começa a jogar sobre o principal adversário, o prefeito Beto Richa, o perfil de jovem playboy que frequenta o country club, é casado com uma herdeira milionária e só trabalha para a classe média.

Jogo antigo
Jogar o pobre contra o rico é um mecanismo tão antigo na manipulação das massas que remonta a Jesus Cristo. Com Ele, deu certo. Até certo tempo.

Outra mulher
A ex-primeira dama de Curitiba dona Marina Taniguchi também trabalha politicamente na cidade: está se fortalecendo para liderar a ala feminina do DEM. O marido, Cássio, continua em Brasília, na área de planejamento.


Simpatia é quase amor
Quando esta coluna já se encaminhava para o fechamento, no discurso feito exatamente às 18h05, enquanto persistia no pedido de afastamento do presidente da Casa, Renan Calheiros, o senador Pedro Simon disse que o governador do Paraná, Roberto Requião, ''é simpático ao Renan Calheiros''.
Com todo o respeito, ou o senador Simon, um dos últimos baluartes da ética no Senado precisa, com urgência, de um aparelho no ouvido ou o governador Requião bilolou de vez.


Daltônicas

De hábitos do Sul
Saiu no jornal: em 10 dias de viagem a banda gaúcha ''Cachorro Grande'' fez seis churrascos. Isso porque nos outros quatro dias, estava em trânsito.

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