Sentados à beira do caminho
Toda a bancada federal em Brasília espera, a qualquer momento, o pedido do governo do Paraná para ajudar a pressionar o governo Lula a não cobrar a multa de R$ 10 milhões mensais por conta das negociações do Itaú com o Banestado.
Até agora, nada.

Humildade
PelamordeDeus, governador Requião, orgulho besta numa hora destas não adianta nada. E com R$ 10 milhões a mais no cofre, é capaz que todo mundo volte a lhe chamar de ''EL Supremo''.
Quer coisa melhor? Então, que tal um telefonema pra cada deputado? Um e-mail, talvez?

Sem união
Desde sempre a bancada federal do Paraná, incluindo aí os três senadores, é, seguramente, a mais desunida do País. Cada um na sua e todos falando mal do governo de plantão no Palácio Iguaçu.

Sem ação
O resultado disso é que, com dois ministros no governo, Stephanes e Paulo Bernardo, um paranaense, Gilberto Carvalho, que até ontem era o homem da agenda do presidente Lula e mais petistas locais espalhados em cargos mil na área federal, o Paraná não consegue ocupar espaço nem pra remédio na luta por recursos e benefícios de Brasília.
Sempre foi assim. E, pelo jeito, vai continuar sendo.

Procura-se
  E se alguém tiver alguma informação sobre o simpático cidadão da foto acima, favor comunicar imediatamente ao povo do Paraná, que o elegeu representante no Senado Federal pelo PT e nunca mais o viu.
  O nome dele é Flávio Arns e é de família muito conhecida por aqui.

Opção preferencial
  Hoje está programada uma reunião dos governadores dos estados do Codesul (RS, SC, PR e MS) para avaliar o tal do PAC.
  A gerentona do Programa, a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, cancelou sua presença, preferindo ver o lançamento da plataforma de prospecção de petróleo P-52 da Petrobras.
  Ou seja, o PAC do Sul, mais os três governadores, não valem uma plataforma.

Só na preparação
  Dona Gleisi Hoffman, a candidata preferida do PT para disputar a prefeitura da Capital, era a primeira da fila no seminário sobre transporte público na Câmara de Vereadores de Curitiba, ontem.
  Tão atenta que nem piscava.

Rumo desconhecido
  Atenção Porto de Paranaguá: o Tribunal de Contas quer saber onde é que foi parar um guindaste flutuante conhecido por ‘‘Cábrea Amazonas’’ utilizado nas manobras portuárias e que simplesmente sumiu, apesar de imenso e pesadíssimo.
  A última notícia do guindaste é que seria doado para a Universidade do Litoral, mas há informações que foi visto, recuperado e pintado, operando para uma grande empreiteira local.

Peso demais
  Pensando bem, por todos os problemas que tem trazido, o verdadeiro ‘‘Guindaste Flutuante’’ do Porto de Paranaguá é o próprio Eduardo Requião. Melhor, ‘‘Desastre Flutuante’’.
  E na semana que vem, repete-se aqui, a Marinha vai reduzir o calado do Porto por falta de dragagem.

Irmãos da Pesada
  O tiroteio interno pelo comando da Polícia Federal tem sido insinuado como um dos motivos dos vazamentos dos grampos envolvendo gregos, troianos e goianos importantes nas recentes operações policiais.
  Pesquisa entre quase 300 delegados, Renato Porciúncula, o chefe da Inteligência da PF, foi o mais votado. Ele é irmão de Alexandre Porciúncula, procurador do Ministério Público em Foz do Iguaçu.
  Ambos gaúchos e chegados numa boa ‘‘pellea’’.

Para refletir
  A Parada Gay atraiu pelo menos 4 vezes mais gente para a Avenida Paulista do que o Papa Bento 16 em Aparecida do Norte.
  O presidente Lula dedicou 45 minutos de sua agenda para debater energia e meio ambiente com a atriz Bruna Lombardi, que mora nos EUA, contra 30 minutos reservados à ministra Dilma Roussef, da Casa Civil.
  Diante do caos dos aeroportos, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, manda ‘‘relaxar e gozar’’.


DALTÔNICAS

De felicidade
  Aos 77 anos, de namorado novo e com planos de viajar pelo Brasil inteiro, a tia Zilda morreu dormindo no sofá da sala. O consolo das filhas? Que a mãe morreu feliz.

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