Decisão Delazari
  Por enquanto ainda é conversa nos corredores na Assembléia Legislativa, mas tem tudo para se concretizar. A demissão do secretário de Segurança, Luiz Fernando Delazari, deverá acontecer terça-feira durante a Escolinha de Governo e já com o professor titular dando aula.
  O deputado Marcelo Almeida, recém-assumido em Brasília, é cotado como novo secretário, mas pode vir, também, um nome inesperado, fora de cogitação.

Promotoria
  O atual secretário deve voltar ao Ministério Público, conforme desejo de toda a família, menos dele. E a família tem razão. Uma carreira no Ministério Público é bem mais segura do quem um cargo eventual de secretário.

Tempo demais
  Esta condição sub judice, que o secretário Delazari vem sustentando, desde o governo passado, já caiu de madura. Uma área com problemas gravíssimos como a segurança, não pode conviver com um secretário que não se sabe se está ou não.

Problemas com as tropas
  E o jovem promotor Delazari, além da dúvida da competência funcionar para exercer o cargo, criou arestas tanto com a Polícia Militar como com a Polícia Civil. Tanto assim que integrantes das duas tropas prometem fazer plantão na Escolinha de terça-feira e, se a saída for confirmada, aplaudi-la.

Futuro de Pessuti
  Outro importante membro do governo, melhor, o segundo funcionário mais graduado do Paraná, o vice, Orlando Pessuti, também está pensando no próprio futuro. Ao invés de assumir o governo do Paraná por quase um ano, no final desta gestão, o vice se prepara para disputar uma vaga na Assembléia e ficar por lá mesmo.

As razões
  Por duas razões: é que, até agora, apesar da boa convivência com o Líder Maior, Pessuti não sentiu firmeza em Roberto Requião em deixar o Palácio Iguaçu antes do último dia do mandato e, na atual condição de vice, a eleição para deputado estadual seria um passeio.
  Ou, no bom português, antes um pássaro na mão...

Stephanes na pior
  O PMDB em peso quer ver o deputado estadual Reinhold Stephanes Junior com a boca cheia de formiga. Não perdoam o fato do deputado ter se bandeado para a oposição na investigação das contas da área de comunicação social.
  Tanto assim que já começam a lembrar que Junior foi secretário de Administração de Jaime Lerner e depois o traiu, vindo para a banda do governador Requião. E agora, repete o gesto ao contrário.

Pela base
  Na condição de presidente do PMDB, ou como secretário de Desenvolvimento Urbano, é inegável que Renato Adur sempre trabalhou pela base.
  A afirmação, de um adversário interno do Adur, pode parecer elogio. Não é.

Coleguinhas demais
  Conselho aos pais que tem filho(a) concluindo o ensino médio e pensando em fazer vestibular para jornalismo: bata de relho no garoto(a), corte a mesada, tire o celular e o MP3.
  Os resultados do Enade, divulgados pelo MEC nesta quinta-feira, mostram que existem no país nada menos 791 cursos de comunicação que, só em 2006, despejaram no mercado 31.985 novos ‘‘comunicadores’’, a maioria habilitada em jornalismo.
  E vai ficar pior: só no ano passado 44 mil novos alunos matricularam-se em cursos de comunicação. O mercado de trabalho não absorve nem 10% disso. Depois de administradores de empresas e bacharéis em direito, o que mais sai das faculdades são comunicadores.

Formação ruim
  Um consolo para quem insistir no jornalismo e fizer um mínimo de esforço nos estudos: não vai ser difícil se sobressair no meio de tantos. Entre as 15 diferentes áreas avaliadas pelo MEC, os alunos de comunicação levaram o troféu de pior desempenho médio no item formação geral, com nota 43,1.
  Ou seja, tá tudo reprovado. Isso põe por terra a crendice de que o jornalista é, antes de tudo, um
‘‘generalista’’. Ao menos entre os recém-formados, sabe mais da vida uma secretária executiva ou um arquivologista do que um bacharel em comunicação.

Publicidade pior
  Por último, a vingança do pipoqueiro: os alunos de publicidade e propaganda se saíram ainda piores que os de jornalismo. Isso ajuda a explicar o brilhantismo de tantos marketeiros políticos que florescem em tempos de campanha eleitoral.

mockup