De volta


O ex-ministro da Saúde Alceni Guerra, deputado federal pelo DEM, está cada vez mais próximo do ex-presidente e atual senador Fernando Collor de Mello. Deste reencontro (Alceni foi ministro da Saúde de Collor) pode sair a criação de um novo partido político. E uma nova candidatura à Presidência e assim por diante...



De volta dois


Aos 70 anos, que completa no ano que vem, o ex-governador Jaime Lerner poderá sair candidato a prefeito de Curitiba. Não se fala em outra coisa na Capital.
E terá dois adversários de peso: o atual prefeito Beto Richa e a ex-diretora da Itaipu Gleisi Hoffmann.


Bom time


Será uma briga de cachorro grande e vai obrigar Jaime Lerner a rever seus conceitos de coligações políticas, Beto Richa a estudar e Gleisi a batalhar muuuuito. Bom pra Curitiba que nos últimos anos só tinha molecada disputando a Prefeitura.


Bom lugar


É do deputado Eduardo Sciarra a presidência da Frente Parlamentar em Defesa da Infra-estrutura Nacional. Cargo importante porque vai lidar com tudo o que diz respeito a obras para fazer o Brasil crescer, de poço de petróleo até saneamento. Sciarra vai ter que brigar com a burocracia nas áreas fiscal, tributária, ambiental, etc., etc., coisas piores do que a saúva para o Brasil.


Quando a Polícia chama - a missão

A Polícia Civil do Paraná chamou esta Ilustríssima Jornalista (está assim no ofício 318-rs, de 10 de maio de 2007) para ''comparecer nas dependências do Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce) a fim de contribuir com esclarecimentos referentes à investigação que tramita nesta Unidade Policial''.
Com data e hora marcadas: ontem, 14h30.


Culpa total

E, nos dias que correm, quando a Polícia chama, mesmo que se tenha uma conta bancária vestida eternamente de vermelho, qualquer um levanta as mãos pra cima e se pergunta: ''O que foi que eu fiz, minha Nossa Senhora Aparecida?''
Só indo lá, pra saber. Fui.


Quadros e portas

O tal do Nurce fica no 6º andar de um prédio bem no centro de Curitiba, e para entrar há que se apertar uma campainha. Pra sair, não. Um moço de barba por fazer e capote azul abre a porta e pede pra esperar o delegado, ali mesmo, no hall de entrada.
É uma salinha com poltronas pretas e duas telas na parede: de uma mulher de costas, com cabelos presos e de dois braços pra cima, nas mesmas cores, bege e azul, ambas sem moldura, assinadas rudemente por ''Gueiza 2005''.


O delegado

Cinco minutos de espera e eis que surge um homem de calça e camisa claras, nem alto nem baixo, cabelos rareando no cocoruto e jeito de pastor da Igreja Quadrangular. Apresenta-se como delegado Robson César da Silva Barreto, o mesmo nome que assinava o ofício 318.
Para quem conviveu com aqueles delegados antigos, de palito nos dentes e uma barriga tão grande que impedia qualquer contato visual entre o bilau e seu dono, o delegado Robson é uma surpresa de elegância e finesse.


O motivo


E tanta trabalhareira porque o delegado Robson queria saber o nome de um personagem envolvido numas tramóias no Porto de Paranaguá, mas foi logo avisando que eu tinha a prerrogativa do sigilo da fonte.
Na sinceridade, já divulguei aqui mesmo, neste espaço, umas 40 ou 50 tramóias do Porto de Paranaguá, nestes 4 anos e meio da gestão do psicanalista Eduardo Requião. Outros colegas jornalistas, muito mais. E portuários, então, nem se fala.


Para não decepcionar

Lembrar uma agulha no palheiro, quem há dê? Para não decepcionar o delegado Robson, tão atencioso e cioso dos seus deveres, aleguei sigilo da fonte. E mais não me foi dito nem perguntado.
Vazei.


Daltônicas

De boas ofertas



O jornalista mostra os óculos de grau, de linhas modernas, quase elegante. E explica: ''É um Saint Laurent. Genérico''.

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