Efeito TCU

Um dia depois que o Tribunal de Contas da União, TCU, cobrou explicações da Administração Portuária de Paranaguá, AAPA, sobre as prestações de contas dos últimos 4 anos, em plena visita do governador Roberto Requião ao Porto, ele voltou ao Porto.


Discreto

Sem o aparato da quinta-feira, o governador se reuniu com o superintendente, Eduardo Requião, na sede da AAPA, e em seguida rumou para a Ilha das Cobras, a residência oficial de verão do Governo.
Nada falou, nem lhe foi perguntado.


Mais magro

O emagrecimento do governador Requião, 66 anos, começa a chamar a atenção de quem o encontra. De fato, em menos de um mês, ele perdeu tantos quilos que as roupas ficaram visivelmente largas.
E até hoje o Palácio Iguaçu não deu uma explicação sobre a saúde do governador e o que o tirou de circulação por duas semanas.


De explicações

Homens públicos, já se disse e se repetiu aqui, devem explicações permanentes à sociedade que comandam. Inclusive sobre a saúde.
É o lado B do exercício do poder. Mas tem que ser assim.


Consultório semanal

O prefeito Beto Richa bate ponto, toda semana, num endereço conhecido no Alto da XV, quase no centro de Curitiba: é a casa do ex-ministro Euclides Scalco, reserva moral do tucanato paranaense e que, aos 76 anos, tornou-se a companhia mais solicitada por políticos locais quando querem dar uma boa lustrada na imagem.


Convite

É claro que o prefeito Beto Richa, cujo pai tinha Scalco como um dos mais próximos colaboradores no Governo, gostaria de tê-lo na equipe da prefeitura agora e já o convidou várias vezes. Até um cargo de ''Relações Institucionais'', espécie de primeiro-ministro, lhe foi sugerido recentemente, mas não houve sinal verde.



Grupo de apoio

No máximo dos máximos, Scalco deverá liderar um grupo de apoio para assessorar o jovem prefeito no terreno pantanoso das relações políticas que, com a aproximação das eleições, começam a exigir mais tarimba. Mas, mantendo sempre à distância da administração municipal.


Nova tarifa

E já que estamos na administração da Capital, claro que chegaria o dia da onça beber água: ontem o prefeito Beto Richa aumentou a tarifa do transporte coletivo em 5.5%. Quebrou o tabu do congelamento.


Resistência

Manter o congelamento das tarifas do transporte coletivo na Capital durante 4 anos seria suicídio administrativo, diante da inflação, desgaste do material, aumento de combustível, etc, etc.
Até que, pela leviandade da promessa feita em palanque, (de congelar a tarifa) Beto Richa resistiu um bom tempo, dois anos e três meses.


Enganação

O pior de tudo nesta história de quebrar o tabu do congelamento da tarifa foi a prefeitura da Capital tentar tapar o sol com a peneira e brigar, brigar não, lutar com unhas e dentes contra a notícia.


Disfarce

Ao informar que a passagem vai passar a custar R$ 1,90, a comunicação social do prefeito Beto Richa não falou em aumento, mas sim que a tarifa voltou ao patamar de abril de 2004. Quando assumiu, Beto baixou para R$ 1,80.
Ora, se aumentou, aumentou e pronto.


Meia cerveja

Isto lembra a história do sujeito que chegou no bar e pediu meia-cerveja. O garçom simplesmente se recusou a servir, sob o seguinte argumento: ''Ora, se o distinto cavalheiro não é homem pra pedir uma cerveja inteira, então não merece ser servido. Pelo menos não aqui no meu bar''.


Márcia Lopes

Dona Márcia Lopes, a mulher que cuida do Fome Zero no governo Lula, rebate queixa dos deputados federais do Paraná, reproduzida nesta coluna, dizendo que, uzeiro e vezeiro, recebe todo mundo em Brasília, assim como, prefeitos, governadores, vereadores e por aí vai.
Falou, tá falado, mas quem diz que ela nunca reuniu a bancada paranaense em Brasília é a própria bancada.

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