RUTH BOLOGNESE
Los Hermanos son fuego
O brasileiro Celso Amorim e o paraguaio Ruben Ramirez LezcaÀo, ministros de relações-exteriores, acertaram vários pontos nas relações do Brasil com o Paraguai, nesta semana. Duas decisões nos dizem respeito.
Transgenia no ParanáO item 5 do Comunicado dos dois chanceleres prevê, por exemplo, um ''acordo bilateral para trânsito rodoviário de mercadorias pelo porto gaúcho de Rio Grande''. E mais, os paraguaios exigem ''o pronto restabelecimento dos embarques de soja transgênica pelo Porto de Paranaguá''.
Como agirá Tri-Supremo diante disso?
Segunda ponte
Outro item trata da construção da segunda ponte entre Foz do Iguaçu-Cidade do Leste para desafogar a ''Ponte da Amizade''. Mas tem um detalhe no ''acordo''. Os recursos para a construção serão inteiramente do Tesouro do Brasil.
O Paraguai provavelmente entra com a muamba.
Sem controle
Relatórios confidenciais de controladores de vôos que chegam para jornalistas mostram que há rotas de vôos que deixam Curitiba sem contato por rádio até que os aviões atinjam 15 mil pés.
A impressão que se tem é que o noticiário sobre o controle de tráfego aéreo não conta da missa a metade. Por não saber o caminho das pedras ou para não criar pânico mesmo.
Itaú 'bonzinho'
Ao receber R$ 600 mil de doação do Itaú para a campanha, como declarou na prestação de contas, o senador Osmar Dias deve ter se esquecido que o Banestado foi vendido a preço de banana por Jaime Lerner. Mais do que preço de banana: o Itaú pagou R$ 1 bi e 600 e ganhou, no ato, R$ 1 bi e 800 em créditos tributários.
Prejuízo herdado
A venda do Banestado para o Itaú, que o senador na época criticou, deixou no tesouro do Paraná um R$ 1 bilhão em títulos podres e mais R$ 1 mi e 500 de dívidas de difícil recebimento.
Hoje, o Paraná paga, todo mês, R$ 60 milhões por conta da dívida que o Banestado tinha com o Governo Federal e vai fazer isso pelas próximas 3 décadas.
Troco eleitoral
Perto do que ganhou com a compra do Banestado, a doação do Itaú para a campanha do Osmar Dias foi troco. E, claro, mesmo assim o banco investiu para retornar aos velhos bons tempos de Jaime Lerner.
Incidente no Condomínio
O incidente da semana passada no condomínio Theodoro de Bona, no bairro do Bacacheri em Curitiba, onde pé rapado não passa nem na portaria, está clareando: a causa principal foi uma edícula, que o chefe da Casa Civil, Rafael Iatauro, estava construido no terreno da casa onde vai morar.
Como era contra as normas de engenharia, a obra foi embargada e houve o quiprocó. A PM, chamada por Iatauro, prendeu os operários na base da escopeta.
Excesso de autoridade
É incrível como no Brasil do terceiro milênio autoridades ainda agem na base do ''você sabe com quem está falando?''.
Daí que, neste caso por exemplo, ao invés de construir uma edícula, a atitude do secretário é que se tornou ''redícula''. Puro abuso de poder.
Na França
Notícias que vem da França informam que o tri-governador, Roberto Requião, representa o Brasil na prestigiada Pollutec 2006, feira internacional de equipamentos voltados ao meio ambiente.
Até agora não fez ninguém passar vergonha. Está um ''lady''.
Cidade sem luz
O correspondente em Londrina informa que a cidade nunca teve um pré-Natal tão escuro e triste como neste ano: sem luzes, sem enfeites coloridos, quase sem nada.
Da janela do Jeep
Imaginar o centro de Londrina sem a decoração de Natal deu uma pontada no coração. Pois foi esta a primeira imagem de um Natal luminoso que maravilhou os olhos de uma menina de 8 anos, sentada no banquinho de um Jeep Willys, numa visita com a família à cidade.
Eu mesma.
Daltônicas
Na aula de Direito
''Como se classifica a situação de um homem separado de fato da mulher e que convive maritalmente com outra, sem se casar?'', pergunta o professor.
''Safadeza'',responde o aluno do fundo da sala.
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