Descanso em Guaratuba
O trigovernador, Roberto Requião, ainda sob o benefício da licença, descansa placidamente, desde segunda-feira, num iate de 52 pés, à beira da Baía de Guaratuba, que pertence ao empresário Zeca Mugiatti. Com ele, alguns amigos-empresários como Êviton Machado, o Machadão, e políticos, como o sempre presente, deputado Alexandre Curi.

O iate
Para quem vive de carpir café ou colher soja, um iate de 52 pés é daqueles que a gente só vê em série de Beverly Hills. Ninguém precisa andar agachado de um compartimento a outro e tem conforto do tipo hidromassagem, quartos espaçosos etc, etc.

O segundo nome
Entre uma pescaria e outra, o pessoal do iate se diverte comendo camarões de 200 gramas e montando o novo secretariado. Depois de Doático Santos, desponta um nome para a Comunicação Social, o de Ricardo Cansian, que ocupou o cargo no governo Álvaro Dias.
Cansian tem padrinhos fortes. Além do Machadão e de Alexandre Curi, o do velho amigo, Luis Mussi.

Imprensa no Palácio
A seu jeito, com a calma e a simpatia bucólica de Andirá, a terra natal, o governador Hermas Brandão chamou toda a imprensa para almoçar, ontem, no Palácio Iguaçu. Reduziu a desastrada coletiva no Palácio Iguaçu de segunda-feira a um desabafo momentâneo de Requião. E acredita numa convivência mais amena entre imprensa e poder, a partir de agora.
Pelo Sinal da Santa Cruz, Salve Rainha, Mãe de Misericórdia, esperança nossa...

Do almoço
E na conversa amena no Palácio, Hermas Brandão afirmou que, terminado o mandato como presidente da Assembléia, vai cuidar da vida.
Pela força que deu para a campanha, está na condição de escolher o que quiser.

Sem caixa
Uma revelação importante de Hermas, ontem: a queda na arrecadação estadual deixou o tesouro do Estado sem caixa para pagar os salários de novembro, dezembro e o 13º de todo o Ministério Público do Paraná.

Fazenda meio chinfrin
Outra revelação de Hermas Brandão: a tal Fazenda Lagoa da Prata, em Tocantins, tema que deixou Osmar Dias tiririca na campanha, não é tão valiosa assim, não. Ele teve uma fazenda do outro lado do rio da Lagoa da Prata e sabe do que está falando.

Solução
Bem , então se é assim, Osmar Dias poderia aproveitar a fama que a fazenda pegou e vendê-la pelo preço calculado por Roberto Requião. Ia rachar de ganhar dinheiro.

Picuinhas
Olha que coisa mais absurda: um jornal de Curitiba recusou, dia desses, um artigo de dona Maristela Requião sobre cultura (área onde ela atua e muito bem) com a justificativa que o texto da primeira dama não estava à altura da qualidade editorial do veículo.
À altura do que, ô gênios do jornalismo mundial?

Dossiê Siena
Agora que acabou a campanha eleitoral, a Polícia Federal já pode divulgar o resultado das investigações daquela mala apreendida com maços de dólares e reais no Hotel Siena, Centro de Curitiba, que ficou sob segredo de justiça.

Argumento
O argumento apresentado naquele momento era que a divulgação do fato poderia interferir no resultado da eleição.
Então, se era tão grave, ou tão importante a ponto de mudar o resultado, seja de que lado for, o povo quer saber.

Natálio tristinho
O deputado Natálio Sticca está fulo da vida com o PT. Acha que não recebeu o devido apoio e perdeu a eleição. Para os mais próximos, já revelou que pensa em trocar a turma do Delúbio Soares pela turma do Doático Santos. Ou, o PT pelo PMDB.

Campo Mourão
Saiu uma informação errada aqui sobre Campo Mourão: Osmar Dias perdeu a eleição lá no primeiro turno, com 22% dos votos. No segundo, quando teve apoio do Rubens Bueno, ganhou com 77%.

Daltônicas
De vaidade e convencimento
A velhinha curitibana recebeu carta do ex-prefeito e candidato, Cássio Taniguchi e pensou que fosse só pra ela.
Ficou com a auto-estima nas alturas. Mas não mudou o voto.

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