RUTH BOLOGNESE
Pressão sob cuidados
Ontem, a boataria correu solta na Capital sobre o estado de saúde do candidato Roberto Requião. De enfarto fulminante a derrame fatal. A versão oficial é que foi apenas um aumento da pressão arterial, resultado da tensão do final da campanha. Nada que um pouco de descanso e o medicamento de sempre não pudesse resolver.
Sinal vermelho
Um simples aumento da pressão arterial para quem está no calor da campanha eleitoral, e às vésperas da votação, é previsível. Um aumento da pressão arterial para quem está visivelmente acima do peso, estressado e mal alimentado, já preocupa. Pique de pressão para quem, com tudo isso, ainda é hipertenso e tem 65 anos, acende um sinal vermelho, apesar de toda a tranquilidade demonstrada ontem pelo Palácio Iguaçu.
Eternos e infalíveis
Além da infalibilidade, políticos em geral se auto definem como jovens, imortais e quase sempre cabeludos. É porque fazem planos a longo prazo e precisam continuar vivos para chegar lá. Alguns até morrem, mas não dão o braço a torcer.
Acima da média
No caso de Roberto Requião vale lembrar que, se eleito, fará 66 anos no começo do próximo mandato, em 5 de março. Mas ainda está sacudido. O secretário da Fazenda, Heron Arzua, que convive com ele há séculos e não faz parte do grupo dos áulicos, diz que Requião sempre teve pressão arterial acima da média, sem prejuízo para a saúde.
Heron Arzua é advogado.
Tudo normal
Ontem, o secretário de Comunicação, Airton Pisseti, também amigo muito próximo de Requião, confirmou o aumento da pressão arterial na noite de quarta-feira. Mas garantiu que tudo não passou de um pequeno mal-estar, resultado do estresse de final de campanha.
Airton Pisseti é publicitário.
Dente quebrado
Este foi o segundo incômodo de saúde do candidato a bi-governador desde o início do período eleitoral. O primeiro aconteceu no dia em que a Justiça cancelou a coligação PSDB-PMDB: quando soube da decisão, irritado, Requião contraiu demais a mandíbula e quebrou um dente. Coisa pouca.
Unha encravada
Cada um com seus problemas: o finado José Richa sofreu, durante toda a carreira política, de unha encravada, coitado. Às vezes nem podia colocar sapato e meia e ia para o Palácio Iguaçu de chinelão e dedo roxo.
Asma psicológica
Jaime Lerner não podia ouvir certas palavras, como ''Requião'', por exemplo, que tinha ataque de asma e aí era aquela correria pra achar a bombinha.
Potência total
Álvaro Dias, como todo mundo sabe, tinha aquela potência quando governador. Nunca faltou um dia de trabalho, nem por causa de gripe. Mas, em compensação, o que perdia de tempo cuidando do cabelo...
Plastificada
E já que entramos no terreno da estética, se alguém aí prestou atenção em dona Marisa Letícia neste último programa eleitoral do presidente Lula, deve concordar: ela passou por uma recauchutagem geral. Perceptível demais. Ficou meio parecida com a Derci Gonçalves. Quando era jovem, claro.
Jugalmento na Ordem
Os Procuradores do Estado mobilizaram a imprensa, ontem, para acompanhar o julgamento do advogado Carlos Alberto Pereira, hoje, às 16 horas na OAB-PR. Ele é acusado de um golpe de R$ 200 milhões em fraudes de precatórios de baixo valor que aposentados e pensionistas tinham a receber em ações previdenciárias contra o Estado, a maioria vinda do Instituto de Previdência (IPE).
Foragido
Pereira, que está foragido, ajuizava e depois recebia os precatórios em duplicidade e até em nome de mortos, de mais de 5 mil clientes, a maioria gente humilde. Tinha até uma empresa de fachada, a Citiserv e usava documentos falsos e fraudes para ter acesso ao dinheiro público.
A OAB vai decidir se cassa ou não a licença de Pereira para advogar.
Daltônicas
De visão de futuro
Mesmo ateu, o publicitário paga o dízimo. É pra amenizar a situação no caso do inferno existir mesmo.





