Os planos agrícolas

Direto de Brasília: o companheiro Lula tem pronta uma Medida Provisória para ser implantada logo após as eleições. Ela altera o índice de produtividade das propriedades agrícolas (um dos motivos que levou o ex-ministro Roberto Rodrigues a pedir o boné). Tais índices são superiores aos obtidos pelas propriedades atualmente.
O que significa isso?


Prato para o MST

Ora, se não alcançarem os novos índices, as áreas podem ir para estoques de reforma agrária. Ou numa versão mais prática, prontinhas para o MST invadir e ocupar. E só para lembrar: o Paraná possui 370 mil propriedades pequenas, médias e grandes.


Meu Paraná

As Cataratas do Iguaçu secaram
Três comerciantes do Litoral já se suicidaram por causa da crise
A agricultura pede água, em todos os sentidos
Até o INRI Cristo foi embora pra Brasília
E, até agora, nenhum dos candidatos ao Governo produziu uma só frase que sinalizasse para a porta de saída.



Mais que deselegância

Foi no mínimo uma deselegância e, no máximo, um desrespeito sem tamanho, o senador Osmar Dias (PDT), ter ignorado solenemente a visita do candidato a presidência do partido dele, Cristovam Buarque, a Curitiba e Londrina.
Se não tem um volume de votos suficientes para agradar ao senador paranaense, Buarque merecia toda atenção pelo menos por ser um dos sociólogos mais importantes do País e um professor admirado na área acadêmica.


Sem razão

Ademais, se o senador Osmar Dias desprezou Cristovam Buarque para guardar vaga para Geraldo Alckmin (PSDB), deu com os burros n'água. O coordenador da campanha, Sérgio Guerra, que veio ao Paraná anteontem, aconselhou os tucanos locais a não fazer marola. Ou, no popular, interessa a Alckmin ganhar a eleição, seja com Requião, Rubens Bueno ou Osmar Dias.


Orgulho sem preconceito

Por tudo isso, Osmar Dias deveria ter andado de braço dado com o candidato do PDT aqui no Paraná. Daria lição de fidelidade partidária, consideração a um bom candidato à presidência e elegância de anfitrião.
Ficou no papel do Urtigão e em sendo filiado ao PDT, o partido com raízes no Rio Grande do Sul,Osmar Dias já pode cantar o velho refrão do gaúcho Gildo de Freitas:
''Me chamam de grosso/não tiro a razão...''. É a cara dele.


Mais dois milagres

Mais dois milagres foram detectados depois da passagem do EL Supremo pelo Interior do Paraná:
1) O prefeito de Tamarana (50 km de Londrina), Beto Siena, antes um crítico do Governo do PMDB, converteu-se à reeleição depois de percorrer o asfalto que o Waldyr Pugliesi (ex-secretário dos Transportes) garantiu pra cidade.
2) Na superescola Antônio Três Reis de Oliveira, de Apucarana, em construção, 40 operários entraram em greve depois que o governador Roberto Requião fez uma gravação por lá. Atraso de salário.
Mas este milagre, infelizmente, foi contra.

Clima eleitoral

De volta do Interior, o ex-ministro Reinhold Stephanes, candidato a deputado federal pelo PMDB e um observador frio da realidade, descreve o que viu e sentiu:
''O clima está esquisito''.


Acordo bandido

Um vereador de Londrina, Sidney Souza (PTB), da base aliada do prefeito Nedson Micheleti, intermediou um acordo entre quadrilheiros presos na Casa de Custódia, para selar a paz entre as favelas Nossa Senhora da Paz e Pantanal.


Sem futuro

Um vereador não deveria nem se meter numa intermediação dessas, por si só, um erro de origem de alta periculosidade. E o pior de tudo é que só serve para dar à população uma falsa idéia de segurança. Bandido bom é bandido preso. E sem celular.
Só faltava essa agora na (in)segurança no Paraná: político ficar negociando acordo de paz com quadrilheiro. ''Tamo tudo perdido!''


Daltônicas
Da última alegria
No domingo, morreu o ''seu'' Constantino, o vizinho de 87 anos. Foi ele que, quando a Copa começou, mandou estender uma imensa faixa verde amarela no prédio.
A Seleção negou-lhe a última alegria.

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