RUTH BOLOGNESE
Recuerdos de amor
Na conversa que terá, hoje, com o governador Requião, o presidente Lula tem dois bons argumentos para salvar a relação PT/PMDB no Paraná:
1) Recentemente evitou a morte do EL Supremo ao avisar do perigo que corria mastigando caroços de mamona no Alvorada. Desagradou 55% dos paranaenses mas evitou o pior, o envenenamento em público;
2) Na campanha passada, apareceu na TV afirmando que gostava de Roberto Requião de graça. Tinha, assim, uma coisa de pele com ele. Desagradou 50% dos paranaenses menos um, mas evitou o pior, a derrota eleitoral.
A grande surpresa
Vê como são as coisas: ainda ontem, o senador Osmar Dias (PDT) era o candidato imbatível ao governo. Hoje, se declarar que é candidato, vai surpreender mais do que a revelação do assassino de Belíssima.
Mas, mesmo com todo o desgaste provocado pelas dúvidas, Osmar Dias é a única garantia de segundo turno no Paraná em outubro.
Sem ele, só vai dar Requião, irmão. E depois, os próprios irmãos de novo.
Em São Paulo
Mas enquanto os pedetistas faziam a convenção partidária no Rio pra decidir se vão ou não de candidatura própria, Osmar foi ontem para São Paulo, acompanhado apenas da mulher, Tereza, para uma avaliação geral das pernas. Ele andou desobedecendo, quer dizer, mesmo sem andar, ele desobedeceu às prescrições médicas de repouso absoluto e a recuperação não correu às mil maravilhas, não.
Ressalvas nas contas
As contas do Governo Requião de 2005 foram aprovadas com 22 ressalvas no Tribunal de Contas do Paraná.
O Programa do Leite azedou de vez.
Homens da propaganda
Nos outdoors do PPS espalhados por Curitiba, o candidato ao governo, Rubens Bueno, muito bem barbeado e o deputado Marcos Isfer, muito bem barbado, parecem mais dois garotos propaganda de loção de barba cítrica do que dois políticos em busca de votos.
Caminhoneiro e pedágio
O presidente da Federação Interestadual de Transportadores Autônomos, Diumar Cunha Bueno, trombou, literalmente, com o ex-deputado Acyr Mezadri, o homem que luta contra o pedágio no Paraná.
O entrevero foi em Brasília e saiu faísca pra tudo quanto é lado.
Pressão petista
À boca pequena, os funcionários da Prefeitura de Londrina andam revelando a pressão e a opressão petista para garantir a vitória do partido e do presidente Lula em outubro.
O prefeito Nedson Micheleti pode estar desaparecido mas não morto.
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19-1-2006
Mudança em Paranaguá
Depois de cem anos vai mudar a tradicional chamada para o trabalho em todas as funções em Paranaguá. Agora, de acordo com a chegada dos navios, os quase 3 mil portuários se apresentam nos sindicatos, levantam a mão e são escolhidos. A partir de 3 de julho, tudo passa a ser feito através de cartão eletrônico.
É determinação da Procuradoria-Geral do Trabalho para garantir o intervalo de 11 horas entre jornadas.
Sem moral
Em entrevista à Veja, o autor de Belíssima, Silvio de Abreu, surpreende-se com a ética malemolente da sociedade brasileira, capaz de aplaudir tanto o topa tudo por dinheiro como o adúltero contumaz.
O que o povo brasileiro sente mesmo é um cansaço de esperança. Dá um dó deste País...
Sem combinação
Bussunda não era ''humorista'', ''comediante'' ou líder dos ''Cassetas'' como a imprensa, sempre em busca de um adjetivo ou uma qualificação pessoal, chamou-o depois da morte na Alemanha. Ele era ''o Bussunda''. Ou alguém com este apelido exigiria algum outro nome de identificação?
E não tinha nada a ver com morte, esta coisa tão sem graça da vida.
Daltônicas
De dia de caça
Ao receber, por telefone, o pedido de resgate pelo sequestro da mulher, feito no arrastado sotaque dos morros cariocas, o solteirão convicto de Curitiba começou a rir. Esposa era artigo que jamais fizera parte da vida dele.
Alarme falso do bandido.





