RUTH BOLOGNESE
O que muda?
O Paraná deve ser o único Estado brasileiro onde o período eleitoral vai reduzir a presença do governador na mídia. Como todo mundo viu, desde a posse, EL Supremo esteve mais presente nas tvs, jornais e rádios locais do que comercial de Coca-Cola. A partir da campanha, o Tribunal Regional Eleitoral vai fiscalizar tudo, até a TV Educativa, para igualar o tempo de exposição entre todos os candidatos.
E a TV Educativa, o que fará sem Requião? Vai cortar os pulsos?
O Bem Amado
Quem aponta são as pesquisas: em termos de imagem, o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), só perde para a Giselle Bundchen, vestida. A intenção de votos dele indica que os curitibanos estão contentes com a administração, até agora um trivial simples em termos de obras e intervenções urbanas.
Moeda na mesa
O fato é que, com boa fotografia no principal colégio eleitoral do Paraná, a Capital, Beto Richa se transforma no maior cabo eleitoral da eleição para o governo. E é com esta moeda que o tucano Hermas Brandão, articulador-mor da coligação do PSDB com o PMDB de Roberto Requião está indo à luta. E chegando lá.
Só boatos?
Por isso, quando Alberto Roberto diz que a coligação do PSDB com o PMDB não passa de boato, como fez em Cascavel no final de semana, das duas uma: ou está tentando enganar o povo ou está sendo enganado pelas próprias lideranças do partido dele.
Nenhuma das opções é louvável.
Sobre os tucanos
Desde quando Hermas Brandão começou com esta aproximação com Roberto Requião (até as pedras de Andirá sabem que ele sonha em encerrar a carreira com vice-governador), a frase que mais se adapta à situação é de Guimarães Rosa: ''Passarinho quando se debruça o vôo já está pronto''.
Sem recursos
Porque ficou sobre o muro até agora, o senador Osmar Dias (PDT), está a zero em termos de arrecadação de fundos para a provável próxima campanha ao governo. Nem promessas de algum, tem.
E os mais entusiastas da candidatura dele ao governo, aquele pessoal que aderiu mesmo, desde o começo, já deixam escapar que Osmar perdeu o bonde da história.
E com razão.
Sem explicação
O senador Osmar Dias é homem sistemático, sim, gosta de tudo muito certinho, muito bem explicado, mas quem está devendo uma boa explicação para os paranaenses é ele: como único candidato com chances de vencer a máquina requianista, hesitou demais, protelou demais, fez biquinho demais.
Por quê? Então, por quê?
ACP se rende
O presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Cláudio Slavieiro, até enviou uma mensagem ao ex-ministro Euclides Scalco, tentando explicar porque o nome dele foi retirado do Conselho Superior, que compõe o chapão único da diretoria a ser eleita em agosto.
Scalco foi retirado do Conselho porque ele se manifestou contrário à mudança do estatuto da ACP para permitir que o atual secretário da Indústria e Comércio, Virgilio Moreira, assumisse a presidência da Casa, sem deixar o cargo.
Acordo antigo
A emenda de Slavieiro ficou pior: ele disse que havia um antigo acordo com Virgílio, de quem é sócio na Cimentos Itambé, na sucessão na ACP. O que nada tem a ver com o acúmulo de cargos nem com a retirada do nome de Scalco do Conselho Superior.
Outro nome retirado do Conselho Superior foi da médica Zilda Arns, já indicada duas vezes para o Prêmio Nobel da Paz.
Impugnação
O secretário Virgilio Moreira é candidato único e, para assumir a ACP, terá que deixar a secretaria do Governo Requião. Mas já há um movimento dentro da Casa para impugnar até mesmo a candidatura, por entender que ele está acumulando as funções de candidato e secretário.
A ver.
Daltônicas
De viver o presente
Aos 88 anos, o ''seu'' Constantino comprou o telão mais caro do mercado, cobriu a parede esquerda do prédio onde mora com uma imensa faixa verde amarela e convidou a família inteira para assistir os jogos do Brasil na Copa.
Ninguém critica os gastos excessivos. Por motivos óbvios.





